Loulé Criativo assinala 10 anos com «Cabeças Feitas», mostra que desafia cerca de 50 criadores a reinterpretar tampas de potes.
O Loulé Criativo inaugura duas exposições dedicadas à experimentação entre artesanato e design, no Palácio Gama Lobo, no dia 10 de julho. «Cabeças Feitas» e «Campos de Experimentação» vão estar patentes ao público até 12 de setembro.
As duas mostras apresentam projetos desenvolvidos por artesãos, designers e criadores ligados ao território, explorando novas linguagens, processos e formas de criação a partir dos saberes artesanais locais.
A exposição «Cabeças Feitas — Novas Expressões nas Práticas Artesanais» assinala os 10 anos do Loulé Criativo e reúne cerca de 50 criadores locais, desafiados a reinterpretar a tampa de um pote tradicional.
Inspirado no cabeçudo, figura emblemática do Entrudo louletano, o projeto transforma um elemento utilitário num objeto de expressão individual, cruzando personificação, narrativa e experimentação.
Cada participante explorou novas possibilidades técnicas e criativas, ligando o seu percurso pessoal ao património artesanal local. O resultado reúne artesãos veteranos e novas gerações de criadores, entre os 25 e os 89 anos, provenientes de diferentes contextos, formações e geografias.

Já a exposição «Campos de Experimentação — Design Lab e Residências de Criação no Loulé Criativo» apresenta uma seleção de projetos desenvolvidos nos últimos dois anos no âmbito do Design Lab e das residências de criação promovidas pela iniciativa municipal.
A mostra reflete um ecossistema criativo em crescimento, onde designers, artesãos e criadores de diferentes disciplinas colaboram na investigação e experimentação de materiais, técnicas e processos.
Entre peças utilitárias, objetos de autor, propostas artísticas e projetos fotográficos, a exposição evidencia diferentes metodologias e abordagens que resultam do diálogo entre tradição e contemporaneidade.
Em conjunto, as duas exposições afirmam o Loulé Criativo como plataforma de investigação, experimentação e valorização do património artesanal, com a criatividade apresentada como ferramenta de inovação cultural e desenvolvimento do território.
Fotos: Sandra Nascimento / Deep Blue.