André Ventura somou cerca de 1,72 milhões de votos na segunda volta, superando em 282 mil a votação do Chega nas legislativas de 2025.
O presidente do Chega, André Ventura, derrotado hoje na segunda volta das eleições presidenciais, superou em cerca de 282 mil votos a votação global obtida pelo seu partido nas legislativas de 2025.
Pelas 22h10, quando faltava apurar os resultados de 23 freguesias e oito consulados, André Ventura somava 1.720.000 votos, cerca de 33,2% dos votos expressos, segundo dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Nas legislativas antecipadas de 18 de maio de 2025, o Chega alcançou a sua maior votação em eleições nacionais até então, com 1.437.881 votos (22,75%) e 60 deputados eleitos, tornando-se a segunda maior bancada parlamentar.
Nessas eleições, a AD (PSD/CDS-PP) foi a força mais votada, com 1.971.602 votos (31,20%) e 88 deputados eleitos, a que se somaram 36.886 votos obtidos pela coligação PSD/CDS-PP/PPM nos Açores, garantindo mais três mandatos.
Na primeira volta destas presidenciais, realizada em 18 de janeiro, André Ventura foi o segundo mais votado, com 1.327.021 votos (23,52%).
Ventura já tinha sido candidato às presidenciais de 24 de janeiro de 2021, nas quais ficou em terceiro lugar, com 497.746 votos (11,93%), atrás de Ana Gomes e do Presidente reeleito, Marcelo Rebelo de Sousa.
Nas legislativas de 6 de outubro de 2019, as primeiras a que o Chega concorreu, o partido obteve 67.502 votos (1,29%) e elegeu um deputado, o próprio André Ventura.
O Chega passou para 12 deputados nas legislativas antecipadas de 24 de janeiro de 2021, com 399.659 votos (7,18%), tornando-se o terceiro partido mais votado.
Nas legislativas antecipadas de 10 de março de 2024, aumentou novamente a sua representação parlamentar para 50 deputados, com 1.169.781 votos (18,06%), resultado que viria a ser superado nas legislativas de 2025.
No Algarve, nesta segunda volta das Presidenciais, quer Seguro quer Ventura aumentaram o número absoluto de votos.
No anterior cenário multipartidário, com voto fragmentado, Ventura liderou na região. Neste duelo direto, ambos cresceram, mas Seguro registou um crescimento significativamente superior.
Ventura, contudo, não perdeu votos nem percentagem face à primeira volta. Perdeu foi a liderança distrital num contexto eleitoral estruturalmente distinto, tal como o barlavento analisou.