Ana Cláudia Silveira, historiadora, é a nova diretora da Fortaleza de Sagres, no quadro dos concursos internacionais de dirigentes, anunciou hoje a Museus e Monumentos de Portugal.
Ana Cláudia Silveira é doutorada em História Medieval, é membro da equipa do Instituto de Estudos Medievais, da UNL. A par da carreira docente, a sua atividade profissional tem estado ligada à administração local e central, exercendo funções relacionadas com a museologia, gestão patrimonial e programação cultural. Tem publicado trabalhos centrados, entre outros temas, na organização e desenvolvimento dos espaços litorais e na gestão territorial promovida pela Ordem Militar de Santiago de Espada.
Assume a direção da Fortaleza de Sagres, no quadro dos concursos internacionais de dirigentes, anunciou hoje a Museus e Monumentos de Portugal.
A historiadora Clara Moura Soares foi designada para a direção do Mosteiro da Batalha. O musicólogo Edward Ayres de Abreu irá manter-se à frente do Museu Nacional da Música (MNM), o museólogo Sérgio Gorjão continuará como diretor do Palácio Nacional de Mafra, e na direção do Mosteiro de Alcobaça continuará a historiadora Ana Pagará.
Os mandatos de novo cinco diretores agora designados tem início em 01 de abril.
No conjunto dos 35 concursos para museus e monumento nacionais, fica apenas por nomear a nova direção do Museu Rainha D. Leonor, em Beja, estando a decorrer até 26 de março a fase de candidatura do novo processo de recrutamento, depois de a selecionada para aquele museu do Alentejo, Maria de Jesus Monge, ter sido nomeada para a direção do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.
Os 34 concursos já finalizados contaram com um total de 259 candidatos de proveniências como Espanha, Itália, Reino Unido, Venezuela, Estados Unidos, México e Equador, além de Portugal e do Brasil, indica ainda a MMP, em comunicado.
Em relação às nomeações, a seleção dos respetivos júris traduziu-se em dois quintos (2/5) de renovações, nas direções de museus e monumentos, e três quintos (3/5) de continuidade, «com clara preponderância do género feminino (23 mulheres e 11 homens)», sublinha a MMP.
Estas nomeações «assinalam um novo ciclo de crescimento e promoção da cultura, da arte e do património, procurando reforçar o compromisso com os processos de democratização, internacionalização e inovação dos monumentos e museus nacionais».