A exposição «Entre Mundos: Dentro – Fora» é resultado de três meses de exploração conjunta com alunos da Escola Básica e Secundária de Albufeira. Está patente até sexta-feira, 7 de junho.
Partindo do tema «As Artes Lá Fora», proposto pelo Projeto Cultural de Escola, no âmbito do Programa Nacional das Artes desenvolvido no Agrupamento de Escolas de Albufeira (EBSA), «abraçamos a dicotomia interior-exterior» e os alunos foram incentivados a mergulhar nas ideias e sensações que cada um destes mundos desperta:
- Que papel desempenha a natureza nos seus dias?
- Qual é a sua relação com o espaço da escola e da sala de aula?
- Como é que o espaço exterior os faz sentir?
«Em cada obra, vemos uma tentativa de explorar, sobrepor e contrapor estas diferentes relações», informa a escola. No total, cerca de 250 estudantes participaram nestas atividades. A pesquisa foi conduzida de forma aberta e inclusiva, permitindo a cada aluno fazer a sua leitura individual de forma livre, abrindo assim um espaço criativo que pretende ir para lá dos limites da sala de aula e do plano curricular.
«A natureza, intrínseca à nossa essência, é cada vez mais relegada para segundo plano, afastada dos nossos ritmos diários. No entanto, a escola permanece como o solo fértil onde pode germinar o pensamento crítico de cada indivíduo. Por meio de incursões físicas e imaginárias pelos arredores de mato e baldios que circundam a escola, os alunos foram encorajados a refletir, tanto coletiva quanto individualmente, sobre esta separação», descrevem os professores responsáveis pela iniciativa, em nota enviada às redações.
Através de jogos e exercícios, cada aluno teve a oportunidade de meditar sobre a sua relação com o mundo interior e exterior, trazendo à tona uma diversidade de leituras e experiências. Não se buscou estabelecer conexões antecipadas nem oferecer interpretações pré-construídas. Pelo contrário, procurou-se abrir espaço para a liberdade criativa, permitindo que cada visão florescesse na sua singularidade.
Tanto simbolicamente como em termos práticos, enquanto ferramenta na cianotipia e vídeo stop motion, a janela ou o vidro emergem como potenciais símbolos da pesquisa realizada. Na sua transparência, o vidro, assim como a vedação da escola, separa o mundo interior do exterior, o cá dentro do lá fora, o humano do não humano, a sala de aula do lazer.
Assim, cada obra presente nesta exposição serve de janela para os pensamentos e emoções dos alunos, um reflexo do seu diálogo com o mundo. É um convite à reflexão para todos nós, observadores, sobre as nossas próprias dicotomias e relações com os espaços que habitamos e os sentimentos que eles evocam.
Sob a orientação do artista residente Mateus Verde, participaram as turmas investigadoras: 9ºA, 9ºB, 9ºC, 9ºD, 9ºE, 9ºF, 9ºG, 9ºH, 10ºG, 11ºG, 11ºL, 12ºB.
Som e vídeo
Partindo da criação de ambientes sonoros em que os alunos foram convidados a mimetizar ou imaginar o mundo natural dos arredores de mato e baldio da escola de forma coletiva e descomprometida (usando o corpo, a voz e diversos objetos recolhidos nos locais acima referidos), foram criados momentos de animação Stop-Motion através da manipulação intuitiva de objetos naturais com recurso a um dispositivo especialmente construído para o efeito.
Turma: 9ºA, 9ºB, 9ºC, 9ºD, 9ºE, 9ºF, 9ºG, 9ºH, 10ºG, 11ºG, 11ºL, 12ºB
Cianotipioas
Os participantes foram convidados a escrever, em duas pequenas folhas de acetato: uma palavra que associem ao interior da escola ou sala de aula e uma palavra que associem à natureza ou ao exterior da escola. Depois, explorando as áreas de mato nas traseiras da EBSA foi feita uma recolha individual de objetos naturais (ou não) que os atraíssem particularmente. Usando estes objetos, juntamente com as palavras, foram criadas composições recorrendo à cianotipia, um processo fotográfico histórico fortemente associado à ciência botânica.
Turmas: 9ºB, 9ºC, 9ºE, 9ºG, 10ºG, 11ºG, 11ºL, 12ºB
Retroprojetor
Partindo do exercício realizado para a produção dos trabalhos em cianotipia, esta peça serve como um convite interativo para a comunidade escolar: Os participantes são convidados a escrever e a colocar no retroprojetor: uma palavra que associem ao interior da escola ou sala de aula e uma palavra que associem à natureza ou ao exterior da escola.
Cianotipias em tecido(Paredes 4 a 7)
Depois das explorações da técnica da cianotipia em pequena escala os alunos foram convidados a pensar coletivamente numa composição em escala aumentada possibilitando o uso de elementos diferentes incluindo o corpo humano.
Turmas: 9ºG, 5: 10ºG, 6: 11ºG, 7: 11ºL