Os alunos do Algarve registaram dos resultados mais baixos do continente nas provas de avaliação externa de 2024/2025, segundo dados hoje divulgados.
Os resultados das provas de avaliação externa realizadas no ano letivo de 2024/2025 colocam o Algarve entre as regiões do continente com os resultados mais baixos no 4.º ano, segundo os dados apresentados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) na audição regimental realizada esta quarta-feira, 1 de julho, na Assembleia da República.
A apresentação, à qual a comunicação social teve acesso, inclui também um balanço das medidas adotadas para reforçar o número de professores na escola pública e refere a existência de 10 Quadros de Zona Pedagógica (QZP) carenciados, onde foram definidas políticas específicas para responder às dificuldades de atração e fixação de docentes.
Na avaliação das provas do 4.º ano, os alunos do Algarve obtiveram 48,6 pontos a Português e 47,6 a Matemática, numa escala de 0 a 100.
Os valores ficam abaixo dos registados no Norte (52,9 e 52,7 pontos, respetivamente) e no Centro (52,3 e 51,7 pontos).
Apenas a Península de Setúbal apresentou um resultado inferior em Português (48,2 pontos), enquanto em Matemática registou 47,5 pontos, praticamente em linha com os 47,6 alcançados pelos alunos algarvios.
No 9.º ano, os resultados do Algarve situaram-se nos 56,0 pontos a Português e 49,1 a Matemática.
Nesta última disciplina, apenas o Alentejo (47,3) e a Península de Setúbal (46,5) registaram classificações inferiores.
Em Português, a região ficou abaixo da Grande Lisboa (58,0), Centro (58,8), Norte (59,5), Oeste e Vale do Tejo (56,4) e Alentejo (56,6), superando apenas a Península de Setúbal (55,1).
Os dados integram a monitorização nacional das aprendizagens realizada através das Provas ModA e das provas finais de ciclo. Segundo o MECI, este modelo permite disponibilizar «relatórios claros para famílias, escolas, municípios e Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)», apoiando «intervenções direcionadas e políticas públicas nacionais baseadas em evidência».
No ano letivo de 2024/2025 foram realizadas 617.909 Provas ModA, 900.892 Provas Ensaio e 203.924 provas finais do ensino básico.
Já em relação aos docentes, entre as medidas apresentadas, destaca-se o Concurso Externo Extraordinário, através do qual foram colocados 1.639 docentes, correspondentes a 91% das 1.800 vagas abertas.
A apresentação indica ainda que foram ocupadas 92% das vagas nas regiões de Lisboa e Setúbal e 90% na região do Algarve.
O MECI refere igualmente que 7.122 docentes beneficiaram do apoio à deslocação, dos quais 3.796 receberam apoio majorado.
O documento do Governo contabiliza ainda 5.535 novos docentes na escola pública, 1.008 professores que regressaram ao sistema após pelo menos um ano de ausência, 2.232 docentes que prolongaram a carreira e 227 docentes do ensino superior ou investigadores doutorados.
A apresentação faz também um ponto de situação da recuperação integral do tempo de serviço, indicando que 89.922 docentes tiveram pelo menos uma progressão validada.
Segundo os dados divulgados, a percentagem de professores posicionados no 7.º escalão ou superior passou de 32% antes da recuperação do tempo de serviço para 63% após a conclusão da segunda fase do processo, em junho deste ano.
