Com o objetivo de regular os excessos ocorridos em zonas como a Rua da Oura, Albufeira assegura que irá criar um Código de Conduta para o espaço público, seguindo-se uma reunião com a ministra da Administração Interna.
José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, está determinado a colocar limites aos excessos ocorridos nas zonas de bares, especialmente na Rua da Oura, regulando, «em breve», o comportamento dos turistas.
Comportamentos de turistas estrangeiros à luz do dia no passado fim de semana, dias 15 e 16 de abril, desencadearam uma reunião convocada pela autarquia com caráter de emergência, na quarta-feira, dia 19 de junho, com todas as forças de segurança e associações do sector turístico.
A autarquia reuniu com a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Capitania do Porto de Portimão, a Associação de Barmen do Algarve e diversas associações do sector turístico, como AHRESP Albufeira – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, APAL – Agência de Promoção de Albufeira, ACALB – Associação Comercial de Albufeira, AHISA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve e APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos.
O objetivo desta reunião foi o de sensibilizar os empresários associados às referidas estruturas, para que não permitam os excessos comportamentais que têm vindo a ocorrer dentro e no espaço envolvente dos seus estabelecimentos.
Ouvidos os pareceres de todos os presentes, José Carlos Rolo determinou que será criado um Código de Conduta a ser aplicado no espaço público do concelho, devendo para o efeito ser criada uma comissão responsável pela sua elaboração, e que vai reunir em breve com Margarida Blasco, ministra da Administração Interna.
Outra das medidas será o início do processo de requalificação urbana da Avenida Sá Carneiro.
José Carlos Rolo «lamenta que a imagem de Albufeira fique prejudicada por incidentes como os que têm ocorrido nas zonas dos bares, quando no restante concelho a segurança e a tranquilidade têm sido um registo contínuo, tal como atesta a procura anual de turistas, muito em especial de famílias, quer do estrangeiro, quer portuguesas».
O edil compreende a necessidade de espaços de convívio e de animação noturna, mas «está determinado a limitar atitudes e comportamentos de alguns dos seus frequentadores quando excedidos os limites de um concelho com uma cultura e uma identidade próprias.