De acordo com o presidente da AHETA, as reservas na hotelaria do Algarve para a Páscoa já são superiores a 2024, e a ocupação média deve chegar aos 70 ou 80 por cento.
As perspetivas de ocupação da hotelaria para a Páscoa no Algarve são «muito boas», com um nível de ocupação que pode ir até aos 80 por cento, superior a 2024, disse Hélder Martins, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).
«As reservas estão acima do ano passado [nesta altura], e a nossa perspetiva é muito positiva para a Páscoa», disse à agência Lusa o responsável da maior associação de hotéis da região.
Hélder Martins indicou que, segundo uma sondagem feita aos associados, o nível de ocupação médio das unidades hoteleiras do sul do país deverá chegar aos 70 ou 80 por cento.
Os principais clientes, segundo este empresário turístico, são, como é tradicional, os portugueses, seguidos pelos também habituais ingleses, irlandeses e alemães.
Segundo Hélder Martins, os norte-americanos, que nos últimos anos aumentaram o seu interesse por Portugal, devem chegar mais tarde, a partir de maio, influenciados também pelo aumento da oferta de voos nessa altura.
O presidente da AHETA não esconde que as boas perspetivas são influenciadas pelo facto de a Páscoa, este ano, se comemorar mais tarde do que é habitual, com a Sexta-feira Santa a 18 de abril, havendo uma maior probabilidade de temperaturas mais elevadas.
Segundo o responsável, «a hotelaria aumentou os preços em três a quatro por cento», mas, como é habitual, os empresários do sector irão adaptar-se à procura pelo seu serviço.
«Isto é como na aviação, se a procura aumenta os preços sobem e se diminuir, irão baixar», disse o presidente da AHETA, acrescentando que, atualmente, os turistas já não fazem marcação com muitos meses de antecedência, como no passado.
Hélder Martins também referiu que há muitas pessoas que reservam em janeiro, principalmente os estrangeiros, quando as companhias de aviação e os hotéis fazem campanhas, «por vezes muito agressivas».
Mas, ainda de acordo com o presidente, também há quem só reserve no último momento, «em cima da hora», por vezes no mesmo dia, aproveitando preços de last minute [último minuto].
«Hoje em dia as pessoas veem no computador as últimas oportunidades e consultam vários sites antes de fazerem uma reserva», disse Hélder Martins.
Por outro lado, o empresário está convencido que a atual crise política, com eleições legislativas marcadas para 18 de maio próximo, não vai ter impacto sobre a decisão dos turistas em deslocar-se ao Algarve.
«As eleições, na minha opinião, tal como na última vez, vão-se disputar muito na televisão, com os líderes a deslocarem-se um dia ao Algarve para fazer campanha, mas isso não tem impacto na vinda das pessoas», disse.
Hélder Martins vai mais longe e até já perspetiva um bom verão para este ano.
«Comparado com o nível de reservas do ano passado, estamos acima em todos os indicadores, incluindo as reservas para o pico do verão», concluiu.