Partido considera positiva a eletrificação da ferrovia, mas defende que o Algarve devia receber material circulante novo.
O REAGIR Algarve considera que a conclusão da eletrificação da Linha do Algarve representa um avanço na modernização da ferrovia regional, mas critica a utilização de material circulante usado na região.
Em comunicado enviado hoje à redação do barlavento, o partido saúda a eletrificação da infraestrutura, destacando os potenciais ganhos de eficiência, desempenho ambiental, redução dos tempos de viagem e melhoria das condições de operação.
Apesar disso, o REAGIR Algarve contesta a opção de colocar ao serviço da região comboios provenientes de outras linhas do país, em vez de material circulante novo.
Defende ainda que o peso do Algarve na economia nacional, em particular através do turismo, justifica um investimento ferroviário capaz de responder às necessidades dos residentes, dos trabalhadores e dos visitantes.
Segundo o mesmo documento, para o REAGIR Algarve. a utilização de automotoras com várias décadas de serviço traduz uma desigualdade no investimento público face a outras regiões do país.
«A eletrificação da Linha do Algarve é uma boa notícia. Mas não basta eletrificar a infraestrutura se continuarmos a tratar os algarvios como cidadãos de segunda no momento de investir no material circulante», lê-se na nota.
O comunicado associa também esta questão à defesa de uma maior autonomia política e administrativa para o Algarve, com competências para definir prioridades e decidir sobre investimentos estratégicos em áreas como a mobilidade, a saúde, a habitação, o ambiente e as infraestruturas.
Para o REAGIR Algarve, uma maior autonomia permitiria adequar as decisões às necessidades do território e gerir uma parte mais significativa das receitas geradas na região.
Foto: Bruno Filipe Pires