A FNAM exige ao governo de Luís Montenegro a reconstrução do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com carreiras estáveis e condições dignas para os médicos.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) exigiu hoje a reconstrução do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com melhores condições profissionais para os clínicos, por ocasião do 46.º aniversário daquele sistema estatal de cuidados à população.
«Em vez de apostar num SNS forte, universal e acessível, o Governo de Luís Montenegro opta por manter o subfinanciamento crónico, empurrar os profissionais para fora do serviço público e abrir espaço aos privados, que aguardam o retorno dos mil milhões de euros de investimento que têm vindo a ser anunciados», acusou a FNAM.
No texto intitulado «FNAM alerta: Reconstruir ou perdê-lo de vez», os dirigentes desta confederação profissional defendem que «o salário-base dos médicos continua desajustado face à responsabilidade e exigência da profissão», lamentando que a classe tenha de «aguentar o serviço, mas sem condições dignas para o fazer».
«É por isso que cada vez mais médicos abandonam o SNS. E é também por isso que a FNAM insiste: sem carreiras estáveis e atrativas, não haverá futuro para o SNS», continua o texto.
A FNAM pretende «a abertura imediata de negociações sérias» porque considera que «o tempo está a esgotar-se».
«A qualidade dos cuidados de saúde exige tempo, estabilidade e profissionais valorizados – não horas extraordinárias sem fim, nem objetivos impostos como numa fábrica», lê-se ainda.