Segundo o relatório mensal de preços de venda do portal idealista, o preço das casas no Algarve estabilizou em outubro. Continua a ser a segunda região mais cara de Portugal.
O preço das casas no Algarve (0,3 por cento) estabilizou em outubro face ao mês anterior. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.522 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de outubro deste ano, tendo em conta o valor mediano.
Já em relação à variação trimestral, a subida foi de 3,2 por cento e a anual de 10,1 por cento.
Analisando por municípios, os preços na região subiram em Vila do Bispo (6,8 por cento), Faro (4,1 por cento), Portimão (1,5 por cento), Albufeira (1 por cento) e Lagoa (0,6 por cento).
Já em São Brás de Alportel (0,5 por cento), Vila Real de Santo António (0,3 por cento), Lagos (0 por cento), Olhão (-0,3 por cento), Loulé (-0,3 por cento) e Silves (-0,4 por cento), os preços mantiveram-se estáveis. Por outro lado, os preços desceram em Monchique (-3,6 por cento), Aljezur (-2,8 por cento), Castro Marim (-2 por cento) e Tavira (-1,3 por cento).
O município mais caro para comprar casa é Loulé (4.199 euros/m2), seguido por Lagos (4.017 euros/m2) e Vila do Bispo (3.898 euros/m2).
Seguem-se Lagoa (3.632 euros/m2), Albufeira (3.488 euros/m2), Aljezur (3.458 euros/m2), Faro (3.143 euros/m2), Tavira (3.120 euros/m2), e Silves (3.119 euros/m2).
Em contrapartida, os mais económicos estão em Monchique (2.252 euros/m2), São Brás de Alportel (2.766 euros/m2), Portimão (2.804 euros/m2), Olhão (2.863 euros/m2), Castro Marim (2.933 euros/m2) e Vila Real de Santo António (3.012 euros/m2).
A nível nacional, o preço da habitação manteve-se estável durante o mesmo período, situando-se em 2.733 euros/m2.
Cidades capitais de distrito
Os preços das casas em outubro subiram em 8 capitais de distrito, com Faro (4,1 por cento), Santarém (2,7 por cento) e Vila Real (2,1 por cento) a liderarem a lista. Seguem-se a Guarda (1,8 por cento), Ponta Delgada (1,7 por cento), Beja (1,6 por cento), Coimbra (1,3 por cento) e Évora (1,1 por cento). Os preços mantiveram-se estáveis neste período em Leiria (0,5 por cento), Porto (0,5 por cento), Setúbal (0,4 por cento), Funchal (0,3 por cento), Viseu (0 por cento), Braga (0 por cento), Castelo Branco (-0,1 por cento), Bragança (-0,2 por cento) e Lisboa (-0,3 por cento). Por outro lado, os preços desceram em Portalegre (-3,8 por cento), Aveiro (-2,9 por cento) e Viana do Castelo (-0,8 por cento).
Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 5.655 euros/m2. Porto (3.684 euros/m2) e Funchal (3.483 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Seguem-se Faro (3.143 euros/m2), Setúbal (2.486 euros/m2), Aveiro (2.481 euros/m2), Évora (2.253 euros/m2), Ponta Delgada (2.099 euros/m2), Coimbra (2.002 euros/m2), Braga (1.926 euros/m2), Viana do Castelo (1.867 euros/m2), Leiria (1.574 euros/m2) e Viseu (1.523 euros/m2). Já as cidades mais económicas são Portalegre (808 euros/m2), Guarda (831 euros/m2), Castelo Branco (884 euros/m2), Bragança (1.014 euros/m2), Beja (1.015 euros/m2), Santarém (1.295 euros/m2) e Vila Real (1.347 euros/m2).
Distritos/ilhas
Analisando por distritos e ilhas, as maiores subidas de preços tiveram lugar na ilha do Faial (4,4 por cento), Bragança (4 por cento) e Évora (2,5 por cento). Seguem-se Portalegre (2 por cento), Guarda (2 por cento), Santarém (1,8 por cento), Beja (1,6 por cento), ilha Terceira (1,2 por cento) e ilha de São Miguel (1,1 por cento).
Com subidas inferiores a 1 por cento encontram-se o Porto (0,9 por cento), Vila Real (0,9 por cento), ilha da Madeira (0,9 por cento) e ilha de Porto Santo (0,6 por cento).
O preço da habitação manteve-se estável neste período nos distritos de Viseu (0,5 por cento), Viana da Castelo (0,5 por cento), Setúbal (0,4 por cento), Faro (0,3 por cento), Coimbra (0,2 por cento), Castelo Branco (0 por cento), Braga (-0,1 por cento), Leiria (-0,2 por cento) e Lisboa (-0,5 por cento). Por outro lado, os preços desceram na ilha de São Jorge (-16,4 por cento), ilha de Santa Maria (-5,9 por cento), ilha do Pico (-4,2 por cento) e Aveiro (-1,6 por cento).
De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (4.152 euros/m2), seguido por Faro (3.522 euros/m2), ilha da Madeira (3.200 euros/m2), Porto (2.789 euros/m2), Setúbal (2.629 euros/m2), ilha de Porto Santo (2.484 euros/m2), ilha de São Miguel (1.864 euros/m2), Aveiro (1.729 euros/m2), Leiria (1.691 euros/m2), Braga (1.643 euros/m2), Viana do Castelo (1.479 euros/m2), Coimbra (1.464 euros/m2), Évora (1.395 euros/m2), ilha do Pico (1.381 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.339 euros/m2), ilha do Faial (1.318 euros/m2), ilha Terceira (1.316 euros/m2), Santarém (1.237 euros/m2) e ilha de São Jorge (1.205 euros/m2).
Os preços mais económicos encontram-se na Guarda (701 euros/m2), Portalegre (776 euros/m2), Castelo Branco (858 euros/m2), Bragança (943 euros/m2), Vila Real (1.039 euros/m2), Viseu (1.097 euros/m2) e Beja (1.165 euros/m2).
Regiões
No mês de outubro, os preços das casas à venda aumentaram ligeiramente em três regiões do país. A liderar as subidas, encontra-se a Região Autónoma da Madeira (0,9 por cento), seguida pelo Alentejo (0,8 por cento) e Norte (0,8 por cento). Já no Algarve (0,3 por cento), Região Autónoma dos Açores (0 por cento), Centro (-0,2 por cento) e Grande Lisboa (-0,3 por cento), os preços mantiveram-se estáveis nesse período.
A grande Lisboa, com 3.788 euros/m2, continua a ser a região mais cara para adquirir habitação, seguida pelo Algarve (3.522 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (3.189 euros/m2) e Norte (2.320 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (1.487 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (1.598 euros/m2) e o Alentejo (1.604 euros/m2) que são as regiões mais baratas para comprar casa.
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisadosos preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
É incluída a tipologia «moradias unifamiliares» e descartados todos os anúncios que se encontram na base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado. O relatório pode ser lido aqui.
Foto: Bruno Filipe Pires