Cristóvão Norte esteve a prestar solidariedade aos agentes no fim da manifestação «este descontentamento não pode ser ignorado».
Várias dezenas de agentes da PSP e militares da GNR oriundos do Algarve marcaram presença na manifestação de membros das forças de segurança em frente à Assembleia da República.
No rescaldo da mesma, Cristóvão Norte, deputado pelo Algarve, numa troca de impressões com um grupo de agentes, recebeu queixas de situações limite em relação à região.
O deputado algarvios assinalou que «qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação operacional destas forças, não pode deixar de compreender a manifestação. A GNR, por exemplo, no Algarve, faz meses que tem apenas três patrulhas noturnas, quando assegura a prevenção e resposta a ocorrências de cerca de 80 por cento do território».
«Chega a haver uma patrulha por vários concelhos, como é o caso de Faro, Olhão e São Brás de Alportel, entre outros. Faltam militares, muitos deles saídos para os GIPS – Grupos de Intervenção de Proteção e Socorro, que não foram substituídos».
«Há ocorrências que demoram horas a ser respondidas. O desinvestimento foi brutal e as os meios humanos e materiais ao dispor destas forças não permitem que assegurem optimamente a segurança dos algarvios. Basta ver o parque de viaturas e as condições de alguns postos, como o de Monchique. Ou as obras prometidas e que não avançaram como o caso de Lagos», diz o parlamentar.
Os deputados do PSD Algarve, Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos, vão colocar questões ao Ministério da Administração Interna, de modo a dar resposta a estes estrangulamentos que se fazem sentir na região.