O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve denunciou, esta semana, uma situação de repressão no Hotel Crowne Plaza Vilamoura. Segundo a estrutura sindical, «o administrador» tentou «despedir os representantes dos trabalhadores por» estes «terem participado, em março», com o sindicato e outros colaboradores da unidade hoteleira, «numa denúncia aos clientes» acerca do «aumento da repressão patronal, a degradação das condições de trabalho, o congelamento dos salários, há quase uma década, e os milhares de euros que a empresa deve em trabalho suplementar», acusou o Sindicato. «Com esta atitude repressiva, a administração pretende travar a luta dos trabalhadores, sem a qual não teria sido possível repor o pagamento dos feriados a 200 por cento e os 25 dias úteis de férias, tentando, por esta via, diminuir a unidade e a capacidade de luta com o objetivo de retirar o que foi alcançado e continuar a aumentar a exploração», justifica o representante dos trabalhadores deste sector na região. Na mesma nota enviada à comunicação social, o Sindicato da Hotelaria do Algarve exige a retirada imediata dos alegados processos disciplinares instaurados a esses trabalhadores, «o fim da repressão patronal, a melhoria dos salários e das condições de trabalho para todos» os empregados, reforça. A força sindical terá promovido ainda, ontem, quarta-feira, dia 24, uma ação de solidariedade contra esta situação, com um desfile dos trabalhadores pela Marina de Vilamoura. O Sindicato apelou à solidariedade e à participação de pessoas, adiantando que não excluirá nenhuma forma de luta, caso a empresa decida, de facto, avançar com despedimentos.