O despacho publicado a 11 julho pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde Fernando Araújo prevê a necessidade de médicos para várias regiões do país, atribuindo ao Centro Hospitalar do Algarve (CHA) 50 médicos de diferentes especialidades, com vista a abertura de procedimento concursal, de carácter urgente. No entanto, a direção regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) considera que não é apenas de clínicos que a região precisa. «Para quando a contratação urgente de enfermeiros? E autorização de mobilidade? Para quando a contratação urgente de enfermeiros? E autorização de mobilidade? Para quando a publicação da nova portaria dos concursos negociada com o SEP, que permitirá que o concurso para admissão de enfermeiros (que estava em andamento) desbloqueie? Para quando uma medida específica para o Algarve semelhante, para a admissão de enfermeiros? Para quando o cumprimento do compromisso do ministro da Saúde para a resolução dos problemas da Saúde no Algarve (o prazo assumido pelo próprio era a 30 de maio)?», questiona o enfermeiro Nuno Manjua, dirigente regional do SEP, em nota de imprensa. À falta de respostas concretas, os enfermeiros dos hospitais algarvios reúnem-se em plenário na sexta-feira, 22 de julho, para «agudizar formas de luta». Para já, está marcada uma greve nos dias 28 e 29 de julho.