O último incêndio em Monchique, que começou na sexta-feira, 1 de julho, perto das 17 horas, no sítio dos Palheiros – Foz do Farelo, consumiu 14,8 hectares de área florestal. Ainda que o terreno ardido deixe marcas negativas a norte do concelho, se a resposta não tivesse sido eficaz, desde o primeiro momento, as chamas poderiam ter devastado ainda mais aquele território, assegura Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique. O esforço concertado das corporações envolvidas, com soldados da paz de vários pontos do Algarve, evitou o pior.
No combate ao incêndio estiveram envolvidos 29 meios terrestres, 4 aéreos e 113 operacionais, segundo informação do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro. O alarme foi dado às 17h11. Ao «barlavento», no início desta semana, Rui André conta que «o fogo iniciou com grande força, mas conseguimos afetar logo muitos meios».
Entretanto, «devido à dificuldade de acesso ao local, não foi possível exterminar as chamas durante o dia. Foi necessário criar acessos para os bombeiros poderem chegar à frente de incêndio e, esse trabalho, fez-se com as máquinas de rasto e retroescavadoras», afirmou ainda o autarca.
Aliás, há um acordo efetuado com as empresas que têm máquinas de rasto a trabalhar no território para que, quando seja necessário numa situação destas, ao serem chamados pela autarquia, se desloquem à zona de incêndio, segundo explicou Rui André ao «barlavento».
Esses profissionais fizeram, inclusivé, uma formação há poucas semanas sobre como lidar com as variáveis e riscos deste tipo de sinistros. Além dos diversos meios, «fizemos uma intervenção de corta fogo e zonas de contenção, para que o incêndio pudesse ser parado ali. Durante a noite, também com a ajuda da humidade que se fez sentir, por volta das 6 horas, conseguimos dar o fogo como extinto», concluiu Rui André.