Cristóvão Norte travou ontem, 25 de fevereiro, o debate do Orçamento de Estado (OE) na especialidade, em representação do Grupo Parlamentar do PSD, sobre as matérias relativas ao mar.
O parlamentar assinalou que «a visão transversal da governação do mar não é acompanhada por um orçamento que favoreça o investimento privado e que, por isso, sem confiança, ele não aparecerá», explicando que numa área com tanto potencial, seja nos portos, na aquacultura, nos recursos minerais e no subsolo marinho, seja de recursos vivos e não vivos, «os investimentos são feitos com o propósito de médio-longo prazo, com rentabilidades elevadas, mas com muito risco e, sem previsibilidade fiscal e certeza nas opções do Governo, poucos se aventuram a isso».
No fundo, Cristóvão Norte entende que este orçamento, é um orçamento que se vira para dentro e para o consumo, em vez de se virar para fora, sendo que sempre que Portugal se virou para fora e para os seus recursos foi mais forte e mais independente economicamente.
Numa segunda intervenção, esta de cariz regional, Cristóvão Norte relembrou que o PETI 3 + estabelece investimentos nos Portos de Faro e Portimão, sublinhando o potencial imenso do Porto de Portimão para cruzeiros e pedindo o compromisso da Ministra para a realização de dragagens e aumento do cais de desembarque cuja dimensão exclui 90 por cento dos navios de aportar. Relembrou que estudos apontam que cada passageiro desembarcado gaste 60 euros e cada tripulante 100, o que pode ajudar a fortalecer a economia local e a combater a sazonalidade.
Quanto a Faro, recordou a importância de intervir nesse porto comercial e, uma vez mais, defendeu que é há muito imprescindível o lançamento de um concurso para o novo porto de recreio, elemento decisivo para reforçar a competitividade da cidade.