Para Rui André, presidente da Câmara de Monchique, esta tem sido uma estratégia e investimento constante num grupo etário que urge preservar e apoiar. Espera o presidente e todo o Executivo que este apoio seja entendido pelos jovens como um “investimento na sua formação pessoal e académica”, esperando que “uma vez concretizado o seu ciclo de estudos, o futuro profissional dos mesmos possa passar pelo concelho de Monchique”.
Para Rui André, num mundo cada vez mais difícil para quem inicia uma vida profissional, “a formação académica é, indiscutivelmente, uma arma de conquista de um futuro mais promissor. Não faria por isso sentido que jovens provenientes de meios mais desfavorecidos, como é o caso de Monchique, ficassem limitados a seguir os seus estudos por dificuldades económicas dos próprios e das suas famílias, o que a juntar a alguns cortes nas bolsas atribuídas pelas entidades de ensino superior, poderia constituir um sério obstáculo ao prosseguimento dos estudos por parte dos mesmos”.
Em concreto, estas bolsas são atribuídas a alunos residentes no concelho de Monchique, que se candidataram ao abrigo do regulamento existente e que não dispõem de meios suficientes para suportarem os encargos correspondentes à frequência do ensino superior.
Entende por isso a Câmara de Monchique este apoio aos jovens do concelho como um investimento no futuro do concelho, ainda que reconheça que há que promover uma abordagem mais eficaz junto dos jovens alvo deste apoio para que, quer a opção de trabalho e investimento futuro, quer a opção de trabalhos académicos e estudos, possam incidir sobre o concelho, situação que não se tem verificado em grande quantidade o que já levou o presidente da Câmara, Rui André a afirmar que “infelizmente parece estarmos a entregar um bilhete de partida, uma vez que muitos dos jovens não planeiam nem pensam regressar ao concelho uma vez concluídos os estudos. Por esta razão, quer a Câmara de Monchique incidir a sua aposta na orientação vocacional dos alunos antes da opção de cursos do ensino superior, apelando às potencialidades do concelho e às áreas que entende serem importantes valorizar no presente e no futuro”.
Neste sentido foi tornada pública a intenção por parte do presidente da Câmara de promover uma revisão do Regulamento em prática sobre a atribuição de bolsas, tornando-o ainda mais eficaz e dando mais responsabilidade aos alunos, nomeadamente a existência de trabalhos de final de curso sobre assuntos de Monchique e a realização de estágios curriculares no Concelho.
Para além destes assuntos, e apesar de querer iniciar esta discussão com os agora bolseiros municipais, entende o presidente da Câmara, que poderá existir a diferenciação dependendo dos cursos de escolha, cuja majoração poderá representar maior retorno futuro ao concelho, principalmente em áreas como o Turismo, ou a setores económicos diferenciadores já hoje da nossa realidade, como a Agricultura, Ambiente, Florestas, Produção Animal, Agro-Alimentares, etc., numa necessária e sustentável materialização do sucesso dos jovens, do seu futuro, mas sobretudo na aplicação das suas qualificações em favor do desenvolvimento local.