O fecho da urgência de Obstetrícia no Algarve por falta de médicos é «recorrente» adverte o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).
O encerramento da urgência de Obstetrícia no Algarve por falta de médicos é «recorrente» e a transferência de grávidas para hospitais a norte da região «sobrecarrega» serviços já deficitários em profissionais, advertiu o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).
Em nota enviada às redações o SIM diz ter conhecimento que no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), «as maternidades, tanto em Faro, como em Portimão, estiveram em plano de contingência por falta de médicos, pondo em risco o atendimento atempado às grávidas. Não queremos ser alarmistas, mas somos obrigados a continuar a falar verdade».
Mais uma vez, durante o fim de semana e na terça-feira, dia 15 de fevereiro, «em Faro, por falta de Obstetra e quase todos os dias em Portimão, o INEM foi informado para referenciar as grávidas às já sobrecarregadas maternidades a norte».
O SIM «manifesta a sua preocupação, não só pela falta de condições em que os médicos se vêm forçados a trabalhar, estando estes a ultrapassar o limite das suas capacidades com a sobrecarga de trabalho, centenas de horas extraordinárias no ano passado e muitos dos médicos com idade para já não fazer urgência».
O Sindicato apela ainda ao conselho de administração do CHUA e ao Ministério da Saúde «para que aposte na contratação de mais médicos, ao invés de recorrerem à contratação de prestadores de serviços, política essa, como se verifica, votada ao insucesso».
«Apela ainda para que ao invés de se propagandear contratação de milhares de médicos, se fale verdade às pessoas e espera que nos próximos anos se invista no SNS, em vez de empurrar as parturientes para o privado ou para centenas de quilómetros da sua residência».
O barlavento contactou o CHUA que disse apenas que a situação está normalizada.