Os estudantes da Universidade do Algarve (UAlg) vão realizar uma tribuna pública na quinta-feira, dia 22 de maio, às 11h00, pelo fim das propinas, mais alojamento e mais apoio social.
Face ao apelo da semana nacional de luta, de 21 a 28 de maio, convocado pelo movimento «Não recuamos, gratuidade já!», subscrito por diversas associações de estudantes espalhadas por todo o país, os estudantes da Universidade do Algarve (UAlg) vão realizar uma tribuna pública, na quinta-feira, dia 22 de maio, às 11 horas, no campus de Gambelas (frente ao Complexo Pedagógico), em Faro, sob o lema «Não Recuamos!».
Será uma oportunidade para os alunos exporem os problemas e dificuldades da vida académica, «tal como reivindicar gratuitidade do ensino superior, mais alojamento público estudantil e a construção de um novo edifício para a Escola Superior de Saúde».
Ao longo desta semana, estudantes por todo o país vão lutar pela gratuitidade e por mais investimento no ensino superior e o Algarve não é exceção.
Os alunos da UAlg, à semelhança do resto do país, «sentem na pele os sucessivos desinvestimentos no ensino superior, as dificuldades em suportar o peso da propina, aliada aos preços dos quartos cada vez mais altos e a insuficiência de alojamento público estudantil».
Além disso, diz o movimento numa nota enviada às redações, «apesar da luta realizada, os estudantes da Escola Superior de Saúde continuam sem edifício próprio e por isso sem as condições urgentes e necessárias para atender as necessidades dos respetivos cursos», uma vez que as antigas instalações foram cedidas à Polícia Judiciária (PJ), para ali fazer a recém-inaugurada sede da Diretoria do Sul.
Ao nível nacional, além do fim da propina, os estudantes reivindicam o cumprimento e alargamento do Plano Nacional de Alojamento Ensino Superior (PNAES), o alargamento dos critérios de elegibilidade das bolsas e o aumento do seu valor de referência, assim como a contração de mais psicólogos e de preços mais baixos das refeições nas cantinas.
A revisão democrática do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e o fim do subfinanciamento crónico são outras das reivindicações dos estudantes.