Mulher suspeita de matar a mãe e soterrar o cadáver num canteiro de uma varanda, em Olhão, fica em prisão preventiva.
A mulher detida por suspeitas de assassinar a mãe, na segunda-feira, dia 13 de julho, em Olhão, e esconder o cadáver no canteiro de uma varanda, vai ficar em prisão preventiva, disse à Lusa fonte policial.
A suspeita, de 40 anos, já tinha cometido vários crimes de violência doméstica contra a mãe, de 58, razão pela qual cumpria pena de prisão, mas aproveitou uma saída precária em janeiro de 2024 para não regressar à cadeia, sendo procurada desde então.
O responsável pela diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ) disse aos jornalistas, na manhã de quinta-feira, 16 de julho, que a vítima apresentava «evidentes sinais de a morte ter sido provocada por ação violenta» da filha, que ultimamente estaria a habitar na sua residência, em Olhão.
Durante a investigação foram recolhidos indícios de que a suspeita se «preparava para abandonar a região», por ter «alterado a sua fisionomia», cortando o cabelo muito curto, e começado a usar outro tipo de indumentária, mas a PJ acabou por localizá-la e detê-la na noite de quarta-feira, 15 de julho.
«Estamos na presença de um homicídio, um homicídio qualificado, e vai ser presente às autoridades judiciárias competentes, a quem já comunicámos todo o circunstancialismo esclarecido até agora», tipificou João Garcia.
A detida tem um histórico criminoso associado à violência doméstica e estava a cumprir uma pena de prisão desde 2021.
A Polícia Judiciária só entrou em ação quando foi dada a notícia do desaparecimento da vítima, desconhecendo o histórico social familiar de discussão e de conflito entre a mãe e a filha.
A vítima foi encontrada já cadáver, soterrada num canteiro de uma varanda na sua residência, em Olhão, com «evidentes sinais de morte violenta», concluiu João Garcia.
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