O investimento privado no concelho de Silves vai muito além do sector do turismo, como são disso exemplo os vários planos de pormenor em elaboração pela autarquia.
Perante o conteúdo do artigo de opinião publicado, em 30 de julho de 2025, no jornal barlavento, com o título «Silves não é uma cidade qualquer, nem deve ser tratada como tal», assinado por Miguel Braz, ex-eleito do PSD na Assembleia Municipal de Silves e declarado apoiante do candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal de Silves nas próximas eleições autárquicas, o atual executivo municipal permanente da edilidade silvense é novamente forçado a exercer o contraditório, para assinalar o exercício de propaganda política suportado em reiteradas deturpações, distorções e incongruências, bem como para repor a verdade dos factos
Antes de mais, esclareça-se que, em democracia, o comentarista tem todo o direito de criticar e censurar o trabalho do executivo municipal permanente e a este último cabe respeitar o direito à livre expressão do primeiro.
Porém, não pode deixar de merecer censura a crítica sem o mínimo de conhecimento sobre o concelho de Silves, seja antes das eleições autárquicas de 2013, sejam volvidos doze anos de gestão CDU na Câmara Municipal de Silves, após a ocorrência daquelas eleições.
Tal como também merece censura a invocação de projetos e dados pertencentes a outros municípios, para daí extrair ilações e juízos negativos sobre o município de Silves, quando não é sequer possível tecer comparações diretas entre territórios distintos e quando os dados existentes invalidam as asserções e conclusões tecidas pelo comentarista.
Nada de surpreendente, se atentarmos ao teor de anterior texto repleto de afirmações imprecisas, incoerentes e destituídas de veracidade, publicado no jornal «barlavento», em 10 de abril de 2025, que veio a merecer resposta clarificadora e contundente publicada no mesmo jornal, em 21 de abril de 2025.
Torna-se, pois, mais do que evidente a obsessão do comentarista em julgar o trabalho do executivo municipal permanente da Câmara Municipal de Silves, socorrendo-se, essencialmente, de opiniões e asserções infundadas e deturpadas, com o propósito de induzir em erro leitores e cidadãos, seguindo, aliás, outros exemplos de comentaristas no panorama nacional, cuja credibilidade, imparcialidade e independência ficou reduzida a nada, por recurso a práticas idênticas.
Ainda que quiséssemos ser condescendentes com o comentarista, ele impede-nos de o ser, logo perante o título do seu texto, porquanto, ainda que Silves não seja uma cidade qualquer e que não deva ser tratada como tal, facto com o qual não podemos deixar de concordar, atrevemo-nos a ir mais longe, na medida em que o concelho de Silves, da Serra ao Mar, não é um concelho qualquer, nem deve ser tratado como tal.
Porém, o texto do comentarista não passa de mais do mesmo: um exercício propagandístico, refugiado no abstrato e em lugares comuns, alicerçado num comentariado politicamente enviesado e descontextualizado, marcado por uma evidente desonestidade intelectual, que acaba por destratar Silves, cidade e concelho, aos olhos da opinião pública.
Contrariamente ao invocado pelo comentarista, a presença de Silves no presente e no futuro do Algarve não é cada vez mais residual, nem Silves tem-se deixado esquecer.
A comprovar o conhecimento minimalista do comentarista sobre a realidade que comenta, desponta o facto de Silves estar no topo dos municípios algarvios em termos de investimento e acesso às oportunidades de financiamento comunitário e/ou nacional, com bons índices de aproveitamento, cumprindo com as suas competências no desenvolvimento sustentável do concelho.
As 41 obras públicas municipais, envolvendo 20 milhões euros, que se encontram em concurso público, e as 31 obras públicas municipais em curso, envolvendo 13 milhões de euros, performance significativa que demonstra a elevada dinâmica municipal, contrariam, à saciedade, a acusação infeliz do comentarista, segundo a qual Silves tem estado longe de projetar, atrair e transformar, caminhando, por isso, para o declínio estrutural.
Portanto, das duas uma, ou o comentarista não sabe do que fala, mas não se contém de ajuizar e julgar, ou está de má-fé!
Não satisfeito, o comentarista usa o seu artigo opinativo para afirmar que o concelho de Silves vive hoje uma crise silenciosa: a perda de jovens, o envelhecimento da população, o aumento do custo de vida e a falta de oportunidades de emprego qualificado.
É a ladainha do costume para enganar distraídos e incautos, remetendo questões da macroeconomia e da macropolítica para a responsabilidade dos municípios
A realidade diz-nos que os flagelos acima assinalados, mais do que um problema de Silves, são um problema do nosso país, alimentado, curiosamente, por alguns governos da cor partidária do comentarista e que são conhecidos por convidar os jovens a saírem da sua zona de conforto e a emigrarem, em busca de melhor trabalho e salário.
Lembram-se de Passos Coelho e das consequências das suas políticas do ir além da Troika? Perante a inércia do atual governo em evitar o empobrecimento generalizado da população portuguesa e a sua incapacidade de aceder a uma habitação, fica mal ao comentarista imputar ao município de Silves as responsabilidades estruturais do Estado pela emigração de jovens, o envelhecimento da população, a pobreza e as desigualdades sociais e a estagnação e paralisação da economia nacional.
Não menosprezando estes graves problemas que atingem Portugal por inteiro, um país que foi desindustrializado, e que viu privatizados os seus ativos e bens públicos nacionais, para ser transformado numa estância de férias da Europa, vocacionada para a prestação de serviços – circunstâncias estas que o comentarista evita abordar, para não assumir as responsabilidades das suas opções político-partidárias -, o município de Silves, dentro das suas atribuições e competências, tem promovido políticas destinadas à promoção do desenvolvimento do seu território, fomentando a criação de postos de trabalho e a produção de riqueza, de modo a procurar, ao máximo, atenuar, mitigar e ultrapassar as dificuldades impostas pelo espartilho das políticas estabelecidas a nível europeu e nacional.
Porém, estas ações, embora sendo condição necessária, não são condição suficiente para garantir o desenvolvimento económico local na sua plenitude.
O comentarista teima, pois, em não perceber que o município de Silves não funciona como ilha ou redoma no contexto nacional, europeu ou até mesmo internacional.
Não dá jeito aceitar a realidade: perante o neoliberalismo dominante e a mercantilização/privatização crescente da vida económica e social, no quadro do sistema económico capitalista, que é oposto a qualquer dirigismo ou planeamento central e onde o mercado livre é rei e senhor, a autarquia não fica parada, antes pelo contrário, enfrenta as dificuldades de dimensão estrutural que lhe são criadas pelas políticas nacionais, ultrapassando-as com os meios e recursos que tem ao seu dispor, no respeito pelo espartilho do quadro legal que lhe é imposto pelo Estado, em consonância com as políticas públicas definidas pelos sucessivos governos.
Aqui chegados, importa dissecar outras afirmações e conclusões do comentarista merecedoras do devido reparo.
Em primeiro lugar, a afirmação segundo a qual «o sector do turismo, apesar da sua importância, tem sido tratado como tábua de salvação única. Multiplicam-se os projetos de investimento turístico, como aldeamentos, resorts, unidades de alojamento local, mas sem uma estratégia de integração real na economia local, e sem garantir que geram emprego de qualidade ou fixação de população ativa», representando, segundo o comentarista, «uma atitude passiva perante o desenrolar do que vai acontecendo externamente ao concelho».
Uma vez mais, o comentarista apresenta uma afirmação e conclusão sem qualquer fundamento.
Desde logo, porque o investimento privado no concelho de Silves vai muito além do sector do turismo, como são disso exemplo os vários planos de pormenor em elaboração pela autarquia, com o impulso de particulares, direcionados para a criação ou ampliação de áreas empresariais e industriais por todo o concelho, desde São Bartolomeu de Messines, passando pelo Algoz, até Alcantarilha.
Aliás, bastaria o comentarista consultar a abundante informação constante do website institucional do município de Silves, como qualquer outro cidadão, para se aperceber que o investimento público e privado no concelho de Silves incide sobre todas as áreas de intervenção municipal, com repercussão na vida de todos os munícipes.
Mais, o comentarista não sabe que os municípios não são agências de negócios e que estão vinculados ao cumprimento da lei, que os impede de obrigar ou coagir os promotores de investimentos a garantir emprego com salários altos ou com regalias e benefícios laborais, em contraciclo com a legislação que norteia a política estabelecida pelo atual governo.
E, por fim, mal estaria a cidade de Silves, que é conhecida pela ausência de empreendimentos turísticos em número suficiente para absorver toda a procura turística existente nos últimos dez anos, se fossem seguidas as opiniões incoerentes e infundadas do comentarista, tão avesso à aposta no turismo, quando os seus mentores políticos, que desindustrializaram Portugal, converteram o país, e principalmente o Algarve, numa colónia de férias.
Em segundo lugar, o comentarista afirma que «o problema de fundo é que Silves não tem aproveitado as oportunidades que o século XXI oferece», ao contrário de outros municípios, invocando, como exemplo particularmente ilustrativo, o caso de Vila Velha de Rodão.
Como é evidente, não nos compete tecer comentários sobre o trabalho de outros municípios, mas registamos as afirmações segundo as quais «a população está em crescimento» graças às políticas elogiadas pelo comentarista.
O problema é que este último não apenas ousa comparar territórios distintos, com realidades diferentes, e, como tal, insuscetíveis de comparação direta, como ainda desconhece que, de acordo com os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística à data, e apesar do êxodo nacional de jovens portugueses qualificados, consequência das políticas nacionais, o município de Silves tem logrado atrair e fixar mais população no seu território, ao contrário do exemplo citado pelo comentarista, merecedor das suas loas, que tem perdido população.
E assim se desmascara a jactância do comentário ligeiro, superficial e indocumentado.
Em terceiro lugar, focando-nos, de forma séria, nas políticas para atrair talentos e inovação, com planeamento a longo prazo, no diálogo com as universidades e centros de inovação, no incentivo ao empreendedorismo, nas parcerias com empresas tecnológicas, no diálogo com investidores internacionais, e políticas reais de integração de novos residentes, famílias e jovens trabalhadores, e respondendo às perguntas lançadas pelo comentarista, com o propósito de afirmar a inoperância da gestão municipal, apraz-nos contradizê-la.
Desde logo, com a criação do gabinete de apoio ao empreendedor, em funcionamento na Câmara Municipal de Silves desde 2015. Ademais, com o facto do município de Silves ter sido o primeiro do Algarve a dispor de um novo PDM de 2.ª geração, todo ele digital, e que veio estimular o dinamismo, a inovação, a qualificação e a diversificação da base económica no concelho de Silves.
Graças a este instrumento estratégico de desenvolvimento territorial, desde a sua entrada em vigor em 12 de janeiro de 2021, são mais de 1.500 novos processos de urbanismo relacionados com a concretização de investimentos em todo o território municipal.
Curiosamente, atendendo que o comentarista gosta tanto de tecer comparações entre municípios, aproveitamos para fazer uma, mas objetiva, a saber: enquanto os outros municípios da nossa região ainda se encontram a rever os seus PDM de 1.ª geração, o município de Silves, considerando a rapidez das mudanças e os desafios que se colocam ao ordenamento territorial, num contexto global, de alterações climáticas e de evolução tecnológica, a par com as exigências de satisfação de necessidades básicas, como seja a da habitação ou a de acesso a infraestruturas e serviços públicos essenciais e de providência das respostas do Estado Social, onde o imperativo da sustentabilidade assume um papel cada vez mais dominante, encontra-se já a encetar diligências para promover nova revisão do seu instrumento estratégico de referência para o desenvolvimento e a gestão territorial, para que o mesmo continue a acompanhar o ritmo e os desafios existentes, de forma a garantir que o concelho de Silves continue na linha da frente.
De igual modo, o texto do comentarista revela-nos uma tendência para insistir em erros de apreciação, pois que, não obstante já ter sido elucidado sobre a matéria, persiste em ignorar que, pelo menos desde meados de 2017, o município de Silves concede importantes isenções tributárias para todos aqueles que promovam projetos de investimento integrados em iniciativas empresariais de interesse municipal, designadamente atividades económicas suscetíveis de serem consideradas inovadoras e/ou criativas, que contribuam para a diversificação do tecido empresarial, que tenham por base os produtos locais e a valorização da identidade do território municipal, que visem a produção e transformação de bens, que contribuam para a criação de postos de trabalho, que contribuam para a valorização do património municipal ou sob gestão do município de Silves, ou do património classificado ou em vias de classificação, que contribuam para a melhoria da qualidade do ambiente urbano, ou que promovam a sustentabilidade ambiental, mediante a adoção de soluções que incrementem a eficiência energética, nomeadamente através da produção de energia a partir de fontes renováveis, ou que otimizem a utilização de recursos, especialmente os recursos hídricos.
Tudo isto resulta claro como água cristalina, mediante a simples consulta do atual regulamento do PDM de Silves e do regulamento de taxas e licenças municipais.
É certo que não se tratam das «fábricas de unicórnios» ou dos famosos «hub», cujas designações estrangeiradas conferem, muitas das vezes, relevância às iniciativas mais improdutivas e irrisórias, mas a realidade é que o concelho de Silves dispõe atualmente de várias e importantes plataformas de indústria, comércio, serviços e logística, destacando-se as de Algoz, Alcantarilha e São Bartolomeu de Messines, que têm captado empresas e marcas de renome, com impacto relevante na criação de emprego e efeito multiplicador na economia local, sendo que, dentre os vários planos de pormenor em desenvolvimento e direcionados para múltiplos usos e atividades, merecem aqui destaque os planos de pormenor de Vales do Algoz, do Baleizão (Alcantarilha), do Ribeiro Meirinho (São Bartolomeu de Messines) e da Aldeia Ruiva (São Bartolomeu de Messines), que visam ampliar áreas industriais já existentes ou criar novas plataformas de suporte ao desenvolvimento de atividades económicas, algumas delas com a vertente coworking associada, atendendo à elevada procura verificada.
Não é à toa que o município de Silves, e o seu executivo municipal permanente, foi recentemente citado em imprensa estrangeira, por um investidor detentor de empresas com investimentos de vários milhões de euros em Lisboa e no Algarve, que pretende transferir a sua sede para Silves, fruto de uma avaliação positiva que faz do trabalho da autarquia, atendendo ao apoio que esta presta aos potenciais investidores, ao bom funcionamento dos seus serviços públicos e à forte dinâmica de investimento que está presente em todo o território municipal.
Portanto, contrariamente ao alegado pelo comentarista, a dinâmica empresarial no concelho de Silves está viva e é uma realidade.
Em quarto lugar, o comentarista queixa-se que os jovens que saíram de Silves, com formação superior, experiência internacional, redes de contactos e ideias capazes de transformar realidades, «raramente são ouvidos», e, sobretudo, «não são convidados a regressar», competindo a uma autarquia moderna fazer precisamente o contrário, através da criação de programas de reconexão com a diáspora do concelho, procurando perceber o que essas pessoas precisam para voltar e agir sobre isso.
É patente aqui a falta de noção de que qualquer cidadão, independentemente da sua idade, formação e local de residência, pode entrar em contacto com uma autarquia local, para expor e peticionar todo o que lhe aprouver em prol do bem comum, do desenvolvimento sustentável e da coesão social e territorial, logo, só não é ouvido quem não quiser ser ouvido, tal como é insistentemente evidente que o comentarista oblitera o essencial do cerne da questão: apesar de todo o esforço dos municípios, substituindo-se ingloriamente muita das vezes ao Estado, quem são os jovens portugueses qualificados que desejam voltar a um país onde o governo promove políticas de baixos salários e que fazem disparar o preço da habitação a custos insuportáveis para a realidade salarial do nosso país?
Resposta que o comentarista se revela incapaz de responder, apesar da sua rede de contactos junto do partido que governa o país.
Em quinto lugar, e porque o comentarista mostra desconhecimento sobre a matéria, não podemos deixar de abordar a ligação do município de Silves ao mundo do conhecimento científico da Universidade e da Administração Pública, que faz realmente a diferença e que traz valor acrescido ao nosso território, fomentando investimento, desenvolvimento e qualidade de vida, citando apenas alguns exemplos que comprovam tal realidade no nosso concelho, começando pela Conferência XXI sobre os desafios da agricultura e do mundo rural, que ocorre anualmente na Mostra Silves Capital da Laranja, desde 2017, evento este relançado por este executivo municipal permanente, após o cancelamento pela anterior gestão camarária do evento relacionado com os citrinos em 2001, e que tem capacitado os nossos citricultores para uma produção de qualidade e sustentável das laranjas mais doces que fazem de Silves, orgulhosamente, a Capital da Laranja, com marca registada, passando pela Conferência do Mar, em Armação de Pêra, que já vai na sua segunda edição, e que dá a conhecer todo o capital natural que emerge do mar, ao mesmo tempo que visa capacitar a comunidade de pesca local para os novos desafios que se colocam com o surgimento de uma área marinha protegida, enquanto oportunidade para a promoção e valorização da pesca tradicional e sustentável, e sem olvidar a criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, onde o município de Silves participa como dinamizador desta iniciativa desde a primeira hora, em articulação e cooperação com o Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, e do «Geoparque Algarvensis», candidato ao selo da UNESCO, no próximo mês de setembro, e que conta com o envolvimento de vários académicos nacionais, ambos projetos inovadores e pioneiros, que promovem o desenvolvimento do território.
«O discurso fácil do não há dinheiro, já não convence», afirma o comentarista com razão, porque não é este, de facto, o discurso da atual gestão municipal.
O comentarista anda mesmo muito distraído da realidade municipal. É o oposto do que afirma. Há capacidade financeira elevada, porque existe capacidade de gestão, organização e planeamento. Ela não surgiu por geração espontânea.
Não fosse a incapacidade do tecido empresarial da construção civil de responder à oferta pública, transversal a todo o país (escassez de mão-de-obra e disrupções no fornecimento de materiais e equipamentos), com consequência na repetição dos concursos públicos, e o investimento municipal seria ainda mais volumoso.
Na realidade, o município de Silves, além de se encontrar numa boa situação financeira, fruto da gestão exemplar das suas finanças públicas, por obra do seu executivo municipal permanente, encontra-se igualmente na linha da frente dos municípios algarvios relativamente ao volume do investimento realizado e ao acesso e aproveitamento das oportunidades de financiamento comunitário e/ou nacional.
Nos últimos quatro anos, foram executados projetos e obras em todas as freguesias do concelho de Silves, num investimento superior a 52 milhões de euros.
No período 2014/2025, as 104 candidaturas submetidas e aprovadas a financiamento comunitário, ascendem a 40,8 milhões de euros, com comparticipação no valor de 28,5 milhões de euros, sendo que a dinâmica é permanente.
Note-se que o município de Silves dispõe, presentemente, de 17 projetos candidatados e aprovados em sede de Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em despesa elegível superior a 7 milhões de euros (valor este que só não é maior devido aos limites impostos a cada município), o que comparativamente com outros tempos, nomeadamente o quadro comunitário de 2007-2013, em que as candidaturas municipais à obtenção de financiamentos foram praticamente inexistentes (não houve candidaturas submetidas, aprovadas e executadas no âmbito da rede viária, do abastecimento de água ou da educação, único município algarvio com tal performance!!!), diz muito do significado que o comentarista atribui à gestão de «serviços mínimos», em função das conveniências do momento e das simpatias políticas do comentarista, bem como da seriedade das afirmações tecidas por este no seu artigo opinativo.
Já lá vai o tempo em que a autarquia se debatia com dificuldades financeiras para comprar papel higiénico, fruto da gestão calamitosa promovida pelo partido que o comentarista apoia publicamente, e onde imperava, verdadeiramente, no rigor das palavras, uma gestão de «serviços mínimos», que pouco servia para os desafios do presente e do futuro.
Recordamos o famoso e ridículo «despacho das canetas», que limitava o consumo de material de escritório, de uso corrente. Vivia-se num estado de penúria, sobretudo, de incompetência!
Herdámos um concelho endividado e encalhado, sem perspetivas de coisa alguma.
No entanto, volvidos 12 anos, graças à recuperação financeira encetada e ao elevado volume, diversidade e qualidade do investimento nas diferentes áreas da intervenção autárquica, desde o abastecimento de água à rede viária, passando pela renovação e requalificação urbana, a construção de infraestruturas e equipamentos públicos nos domínios da educação, da cultura e do desporto, assim como a reabilitação e preservação do património, entre outras, podemos afirmar, peremptoriamente, que Silves não é um concelho qualquer, nem deve ser tratado como tal.
É um concelho que avança da Serra ao Mar e que está projetado para o futuro, fruto do planeamento, da estratégia e do trabalho do executivo municipal permanente CDU, que o comentarista desconhece ou desdenha.
É certo que Silves precisa de autarcas trabalhadores, competentes e honestos, conhecedores do seu território, com ambição e visão estratégica, que falem verdade, que cumpram os compromissos assumidos, e que se dediquem à causa pública com espírito de missão, de forma séria e integra.
Os eleitos que integram o atual executivo municipal permanente CDU, e que irão submeter-se ao escrutínio popular nas próximas eleições autárquicas, têm dado um contributo relevante nessa matéria.
Já o mesmo não se pode dizer de antigos autarcas, agora disfarçados de comentaristas, que surgem em períodos de pré-campanha eleitoral, única e exclusivamente, para promover a desinformação e a demagogia em artigos opinativos, que são publicados em jornais e nas redes sociais para influenciar a opinião pública, mediante a difamação do trabalho de terceiros e a depreciação do território municipal, apenas por meras razões político-partidárias.
O Executivo Municipal Permanente da Câmara Municipal de Silves