Portugal é um dos seis países da UE que vão receber novos aviões de combate a incêndios, no âmbito da estratégia RescEU, anunciou hoje a Comissão Europeia.
Portugal e mais cinco Estados-Membros da União Europeia vão receber 12 novos aviões de combate a incêndios no âmbito da rescEU, foi hoje anunciado.
O objetivo é aumentar a capacidade aérea da rescEU, a reserva estratégica de resposta a situações de crise do Mecanismo de Proteção Civil europeu.
Serão utilizados 600 milhões de euros de fundos da UE para adquirir os aparelhos, que ficarão sediados na Croácia, França, Itália, Grécia, Portugal e Espanha.
Estes novos aviões serão utilizados para apagar incêndios em toda a União Europeia, em especial durante os difíceis meses de verão, em que vidas, casas e meios de subsistência são cada vez mais ameaçados por incêndios florestais de grande escala.
Há cinco anos, a Comissão Europeia atualizou o Mecanismo de Proteção Civil da UE e criou a rescEU para continuar a proteger os cidadãos contra catástrofes e gerir riscos emergentes. A rescEU foi criada como uma reserva de capacidades europeias e incluiu uma frota de aviões e helicópteros de combate a incêndios.
A rescEU é integralmente financiada pela UE.
Portugal defendeu em 2022, no contexto do Conselho Europeu, o reforço de meios aéreos para combate a incêndios rurais e a antecipação da disponibilização destes meios face ao calendário inicialmente previsto.
No verão de 2023 Portugal disponibilizou pela primeira vez meios aéreos de combate a incêndios rurais ao programa rescEU, tendo os mesmos ficado instalados no Centro de Meios Aéreos de Castelo Branco.
O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, afirma que «as alterações climáticas colocam desafios que nenhum país pode vencer por si próprio. Verificam-se cada vez mais fenómenos climatéricos extremos e uma tendência para a existência de mais dias com temperaturas muito elevadas, o que aumenta a probabilidade de situações de risco muito elevado de incêndio.
A preparação para este quadro tem de ser feita através da prevenção, de mais preparação do recursos humanos e da partilha de conhecimento mas também do reforço de meios de combate
aos incêndios rurais».
Nesse sentido, «congratulamo-nos por este investimento muito importante realizado pela Comissão Europeia. Os novos meios aéreos estarão alocados a países do sul da Europa onde o risco de incêndios rurais é mais elevado, mas poderão ser mobilizados para qualquer um dos Estados-Membros. Isso é importante, porque vemos que os países do centro e do norte da Europa também começam a ser confrontados com o fenómeno de incêndios rurais de grandes dimensões».