A Comissão Politica de Seção do PSD/SBA enviou uma nota às redações, questionando a situação dos edifícios realizados a custos controlados que se encontram inacabados, a norte do perímetro urbano do concelho de São Brás de Alportel.
«Em Abril de 2009, a autarquia liderada pelo Partido Socialista de São Brás de Alportel assinou um acordo de permuta com a UNIFARO, União de Cooperativas de Habitação de Faro, U.C.R.L. O objetivo era louvável. Construir habitação a custos controlados».
«A Câmara Municipal de São Brás de Alportel deu à UNIFARO dois imóveis com cerca de 1919, 125m2, avaliados em 168.935,53€, e, em troca, no prazo de 24 meses, a UNIFARO comprometia-se a construir um conjunto de edifícios a custos controlados e daria à autarquia sambrasenses três apartamentos de tipologia T3 para esse fim», informa o PSD local, em nota de imprensa.
«Ficou ainda estabelecido que, caso a UNIFARO não cumprisse o acordado, num prazo de 24 meses, os imóveis voltariam para a autarquia, sem que esta tivesse que pagar o quer que fosse por eles, nem por aquilo que, eventualmente, já lá estivesse construído. Na data prevista para a entrega dos imóveis, em Abril de 2011, nada. E o que fez a autarquia? Nada».
«Mas em 20/09/2012 a empresa UNIFARO foi declarada insolvente. Mais uma vez, na defesa do interesse dos sambrasenses, e em especial das famílias que poderiam beneficiar destas habitações a custos controlados, e a autarquia manteve-se inativa. Foram precisos mais três anos, e só depois de muita insistência do PSD/São Brás de Alportel, para que a autarquia socialista, avançasse, finalmente, com a deliberação, que poderia ter sido tomada desde 2011, para reverter os edifícios para o domínio da autarquia e assim resolver este impasse que se arrasta há demasiado tempo e com prejuízos evidentes para o património da autarquia», sublinha o principal partido da oposição.
«É preciso não esquecer que, na realidade, os imóveis em causa, que podiam ser da autarquia desde 2011, estão, desde então, ao abandono e esquecimento, quanto existem dezenas de famílias sambrasenses que podiam estar a ser beneficiadas com eles. É pois, mais do que evidente, a falta de capacidade, de liderança e de iniciativa da liderança da câmara municipal quando se tratam de temas importantes para o concelho».
«Apenas quando é pressionado pela oposição é que o executivo toma decisões importantes. Ficam a perder aqueles que podiam beneficiar com estas habitações e que continuam a habitar em imóveis sem conforto podendo neste momento estar a usufruir de um direito que é de todos, uma habitação condigna. Ficam a perder os sambrasenses. E assim se lidera a nossa autarquia…», conclui a nota, datada de 10 de dezembro de 2015.