Os preços das casas no Algarve apresentaram uma subida de 2,1 por cento no primeiro trimestre do ano, segundo o índice do portal imobiliário idealista, divulgado hoje.
Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.321 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de março, tendo em conta o valor mediano. Já em relação à variação mensal e anual, os preços subiram 0,5 por cento e 7,7 por cento, respetivamente.
Os preços na região apresentaram uma subida no primeiro trimestre do ano nos municípios de São Brás de Alportel (4,3 por cento), Tavira (4,2 por cento), Vila Real de Santo António (3,3 por cento), Olhão (3,2 por cento), Aljezur (3,1 por cento), Vila do Bispo (2,8 por cento), Monchique (2,3 por cento), Lagoa (2 por cento), Silves (1,9 por cento), Loulé (1,4 por cento), Lagos (1,2 por cento), Albufeira (1 por cento), Faro (1 por cento) e Portimão (0,9 por cento).
O município mais caro para comprar casa é Loulé (4.010 euros/m2), seguido por Vila do Bispo (3.830 euros/m2) e Lagos (3.803 euros/m2). Seguem-se Aljezur (3.551 euros/m2), Lagoa (3.381 euros/m2), Albufeira (3.355 euros/m2), Tavira (3.138 euros/m2), Faro (2.926 euros/m2), e Vila Real de Santo António (2.849 euros/m2).
Em contrapartida, os mais económicos são Monchique (2.289 euros/m2), São Brás de Alportel (2.510 euros/m2), Portimão (2.583 euros/m2), Silves (2.809 euros/m2) e Olhão (2.820 euros/m2).
A nível nacional, o preço da habitação subiu 1,9 por cento no primeiro trimestre, situando-se em 2.610 euros/m2.
Em suma:
- Comprar casa na região custa agora 3.321 euros por m2;
- Em Faro a subida de preços foi de 1 por cento;
- Loulé: preços ultrapassam os 4.000 euros/m2 pela primeira vez;
- A nível nacional, os preços subiram 1,9 por cento nos últimos três meses.
Cidades capitais de distrito
No primeiro trimestre, os preços das casas subiram em 13 capitais de distrito, com Vila Real (8,7 por cento), Castelo Branco (3,8 por cento), Évora (3,8 por cento), Viseu (3,6 por cento), Leiria (2,9 por cento), Porto (2,7 por cento), Lisboa (2,4 por cento), Coimbra (2,3 por cento), Funchal (2,2 por cento), Setúbal (1,8 por cento), Braga (1,8 por cento), Santarém (1,2 por cento) e Faro (1 por cento). Em Bragança (0 por cento), Aveiro (0 por cento) e Viana do Castelo (-0,2 por cento) os preços mantiveram-se estáveis nesse período.
Por outro lado, os preços desceram em Beja (-5,1 por cento), Ponta Delgada (-4,6 por cento), Guarda (-4,2 por cento) e Portalegre (-1,8 por cento).
Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 5.569 euros por metro quadrado (euros/m2). Porto (3.546 euros/m2) e Funchal (3.260 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Seguem-se Faro (2.926 euros/m2), Aveiro (2.496 euros/m2), Setúbal (2.300 euros/m2), Évora (2.088 euros/m2), Viana do Castelo (1.885 euros/m2), Coimbra (1.867 euros/m2), Braga (1.794 euros/m2), Ponta Delgada (1.788 euros/m2), Leiria (1.455 euros/m2), Viseu (1.453 euros/m2) e Vila Real (1.257 euros/m2).
Já as cidades mais económicas são Guarda (773 euros/m2), Portalegre (800 euros/m2), Castelo Branco (896 euros/m2), Beja (908 euros/m2), Bragança (931 euros/m2) e Santarém (1.199 euros/m2).
Distritos/Ilhas
Analisando por distritos e ilhas, as maiores subidas de preços tiveram lugar em Vila Real (3,3 por cento), Leiria (3 por cento), Lisboa (2,9 por cento), ilha da Madeira (2,7 por cento), Porto (2,6 por cento), Viseu (2,5 por cento), Faro (2,1 por cento), ilha Terceira (1,8 por cento), Beja (1,6 por cento), Coimbra (1,3 por cento), Braga (1,3 por cento), Aveiro (1,2 por cento), Setúbal (1,1 por cento), ilha do Pico (0,9 por cento), ilha do Faial (0,9 por cento), ilha de Porto Santo (0,9 por cento), Santarém (0,8 por cento), ilha de Santa Maria (0,6 por cento), Bragança (0,6 por cento) e Guarda (0,6 por cento).
Por outro lado, os preços desceram na ilha de São Jorge (-4,1 por cento), Castelo Branco (-4 por cento), Évora (-3,6 por cento) e Viana do Castelo (-1,4 por cento). Já em Portalegre (-0,5 por cento) e ilha de São Miguel (-0,4 por cento) os preços mantiveram-se estáveis.
De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (4.008 euros/m2), seguido por Faro (3.321 euros/m2), ilha da Madeira (2.965 euros/m2), Porto (2.581 euros/m2), Setúbal (2.472 euros/m2), ilha de Porto Santo (2.273 euros/m2), Aveiro (1.687 euros/m2), ilha de São Miguel (1.629 euros/m2), Leiria (1.604 euros/m2), Braga (1.520 euros/m2), Viana do Castelo (1.437 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.413 euros/m2), Coimbra (1.410 euros/m2), ilha do Pico (1.374 euros/m2), ilha do Faial (1.314 euros/m2), Évora (1.273 euros/m2), ilha de São Jorge (1.218 euros/m2), ilha Terceira (1.173 euros/m2) e Santarém (1.135 euros/m2).
Os preços mais económicos encontram-se na Guarda (708 euros/m2), Portalegre (717 euros/m2), Castelo Branco (832 euros/m2), Bragança (877 euros/m2), Vila Real (972 euros/m2) e Beja (1.071 euros/m2).
Regiões
Durante o primeiro trimestre de 2024, os preços das casas apenas desceram no Alentejo (-1,5 por cento). Por outro lado, os preços subiram na Região Autónoma da Madeira (2,7 por cento), seguida pelo Norte (2,6 por cento), Área Metropolitana de Lisboa (2,6 por cento), Centro (2,3 por cento) e Algarve (2,1 por cento). Na Região Autónoma dos Açores (0,3 por cento) os preços menos mantiveram-se estáveis durante este período.
A Área Metropolitana de Lisboa, com 3.632 euros/m2, continua a ser a região mais cara para adquirir habitação, seguida pelo Algarve (3.321 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (2.954 euros/m2) e Norte (2.159 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (1.431 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (1.443 euros/m2) e o Alentejo (1.502 euros/m2) que são as regiões mais baratas para comprar casa.
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado. O índice inclui ainda a tipologia «moradias unifamiliares» e descarta todos os anúncios que se encontram na base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.