A sexta edição ininterrupta do Festival PARAGEM – práticas artísticas contemporâneas em época balnear, começa hoje em vários espaços não-convencionais nas freguesias de Carvoeiro e Ferragudo.
Este ano, o Paragem realizar-se-á entre os dias 11 e 15 de setembro, e segundo Nelson Guerreiro e Filipa Brito, diretores artísticos do evento, sob o lema «Férias Criativas: isso existe?», o cartaz apresenta «uma programação multidisciplinar que tem por objetivo promover plataformas de acessibilidade à cultura e criação artística contemporâneas numa altura em que o verão entra na reta final».
Tal como aconteceu nas edições anteriores, o Paragem procura «envolver as populações locais e sazonais (portuguesas num sentido amplo e autêntico da nossa diversidade e estrangeiras), partilhando uma oferta cultural no campo das artes performativas».
Música, teatro, dança, performance, happening, instalação-performativa, e também, como tem sido habitual, propostas no campo das artes visuais, com fotografia, instalação, vídeo, cinema, entre outros.
No entanto, o ponto mais forte continua a ser a aposta em «áreas da criatividade prenhes de cruzamentos (in)disciplinares intensivos: derivas, passeios psicogeográficos, conferências-performances» e «intervenções artísticas, algumas até inclassificáveis», em contextos não habituais e espaços públicos e privados ligados ao veraneio como: ruas, largos, praças, praias, suites de hotel, mas também outros equipamentos de usufruto universal.
O festival é organizado pela BÓIA – Associação Cultural (a salvar vidas desde 2018), que este ano também estreou o Festival Escadinhas em Ferragudo, tal como o barlavento noticiou.
Programação
Quarta-feira, 11 de setembro
1. »an artist is always working»
de Pedro Barreiro
Acontece em qualquer lugar onde o artista estiver. Mas é sempre possível saber onde ele está.
Uma peça performativa de Pedro Barreiro iniciada no dia 11 de novembro de 2020, em Lisboa, e que continuará ininterruptamente por período indeterminado. É também uma operação conceptual que tem como princípios a possibilidade de continuar a ter e a produzir ideias e o entendimento do trabalho do artista como uma actividade permanente e contínua.
Já foi apresentada em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Roménia, Irlanda, Bélgica, Suíça, Letónia, Bulgária, Croácia, Brasil, Cabo Verde e Taiwan.
2. «Morrer pelos Passarinhos» – Uma Colecção de Performances
Direção e criação: Lígia Soares e Henrique Furtado Vieira
A partir de uma ideia original de: Lígia Soares e de Maria Jorge
#1: Bocas
Local: Área Envolvente ao Anfiteatro da Nossa Sra. da Encarnação @Carvoeiro
Horário: 19h30
Duração: 25 min
Intervalo que incluirá «Discurso de Circunstância» (Retórica) de Nelson Guerreiro (Co-Director Artístico do Festival PARAGEM);
horário: 20h
duração: 75 min
#2: Godôs
Local: Anfiteatro da Nossa Sra. da Encarnação @Carvoeiro
Horário: 21h15
Duração: 60m
Henrique Furtado Vieira e Lígia Soares, juntam-se pela primeira vez numa criação para estudar, reproduzir, reinventar formas artísticas resultantes de sistemas em colapso e, com isso, criar uma coleção de performances baseada na relação histórica entre a crise e a emergência de diferentes vanguardas artísticas. «Morrer Pelos Passarinhos» visa encontrar formas de partilhar significativamente com o público o fim de um mundo conforme o fomos conhecendo e de lembrar a força de que em coletivo se pode expressar o não sentido, o ser humano dissecado pela desordem do mundo, expresso no seu luto, contrariando a naturalidade com que aceitamos a sua degeneração. Numa coleção de rituais fúnebres, uma espécie de luto coletivo pela deterioração contínua do mundo que nos possa confrontar com o vazio, com o medo, com a desumanização, mas principalmente uns com os outros. Uma das características mais distintivas de «Morrer Pelos Passarinhos» é o seu foco na participação ativa do público.

Quinta-feira, 12 de setembro
1. AB Absurdo (performance)
de Lara Boticário Morais
Local: Casa de Férias da Artista
Horário: 15h00
Duração: 50 min
Sujeito a marcação telefónica por e-mail ([email protected]) ou telemóvel (939062106)
Performance (des)alinhada através de uma sucessão de atos, movimentos que originam um labirinto de questões levantadas (ou não) por cada ser humano no decorrer da sua existência. Pretende-se dissecar, apurar, versar, expressões e emoções que invocam o coração – a vida, o amor, e o temor de que tudo acabe – a morte.
2. Não Trabalhar Nunca/ Non Traballar Nunca (happening)
de Diego Vites e Vanda Madureira
Local: Praia do Carvoeiro
Horário: 16h30
Duração: 30 min
3. Re-Inscrever-se pelo Chão (passeio-performativo)
de Júlia Salem (Apneia Coletiva)
Local/Ponto de Encontro: Algar Seco
Horário: 18h00
Duração: 50 min
«Re-Inscrever-se pelo Chão» é uma criação que mergulha em estudos de casos de errância, encontros com comunidades, diálogos com especialistas e processos de experimentação em caminhada em diferentes territórios de Portugal, no campo e na cidade (Beira, Alentejo e Lisboa). A partir das experiências no processo de investigação sobre rotas de imigração, de trabalho e práticas de caminhada por investigadores, caminhantes e artistas, encontra rotas riscadas, arriscadas, renegadas. «O que o meu pé me conta?», orienta a tecitura de uma malha de rotas r(ô)tas, reescrevendo o chão que pisa, através de práticas errantes, desenhos, escritas e sons. Esta pesquisa resultou num objeto híbrido, uma publicação (audiobook), uma performance de ativação.
4. Miramar #1 (live-act)
de João Ferro Martins
Local: Algar Seco
Horário: 19h30
Duração: 30 min
5. «an artist is always working»
de Pedro Barreiro
Acontece em qualquer lugar onde o artista estiver. Mas é sempre possível saber onde ele está.
Sexta-feira, dia 13 de setembro
1. Casa de Férias
de Rogério Nuno Costa
Local: Casa de Férias do Artista
Horário: as visitas estão sujeitas a marcação prévia através de telemóvel (916 409 998)
Após a residência de pesquisa que teve lugar no Festival Paragem de 2022 e a apresentação-em-progresso de uma versão remota para o Festival Paragem de 2023, Rogério Nuno Costa e Jani Nummela propõem, para a edição de 2024, a estreia de uma derivação veraneante e experimental da performance «Vou A Tua Casa» (2003) – para o efeito re-intitulada de férias – a acontecer numa casa-de-férias sita no Beco dos Navegantes, Carvoeiro. Uma performance doméstica para espectadores-banhistas, cansades das obrigações impostas pelo lazer über-planeado, polido e higienizado dos tempos modernos, que terão aqui a oportunidade única de se dedicarem, sem culpas e longe do escrutínio social-mediático, à prática indisciplinada e diletante do aborrecimento, da preguiça e da inação. Um mergulho introspectivo e um desafio à libertação através da construção de uma poética do ócio enquanto lugar ao mesmo tempo crítico e lúdico, onde a noção de lazer é substituída, em jogo (semântico e não só) pela noção de repouso. O dolce far niente elevado à categoria de prática artística. Esta é uma das variações incluída no macro-projecto Retrospectiva (2003-2023), que assinala, de forma mais crítica que celebratória, os 20 anos desde a estreia do conjunto de performances em espaços domésticos «Vou A Tua Casa» de Rogério Nuno Costa.
2. »an artist is always working»
de Pedro Barreiro
Acontece em qualquer lugar onde o artista estiver. Mas é sempre possível saber onde ele está.
3. Re-Inscrever-se pelo Chão (passeio-performativo)
de Júlia Salem (Apneia Colectiva)
Local/ Ponto de Encontro: Algar Seco
Horário: 16h00
Duração: 50 min
4. Ensaio Dirigido a…
de Andresa Soares com a participação de Vuduvum alter ego de Marta ngela
Local: Largo Rainha Dona Leonor @Ferragudo
Horário: 17h30
Duração: 45 min
5. Guerrero Notebook: Sexta-feira, 13
– uma conferência-Performance de Nelson Guerreiro e Convidades: Dina Medeira, João Ferro Martins e Pedro Brito (Cracked Bolos) e…
Local: Jardim da Igreja da Nossa Senhora da Conceição @Ferragudo
Horário: 18h30
Duração: 1 hora
6. Lula Pena (Concerto)
Local: Jardim da Igreja da Nossa Senhora da Conceição @Ferragudo
Horário: 20h00
Duração: 1hora
Lula Pena, nascida e criada em Lisboa, é uma portuguesa cosmopolita: uma mulher do mundo! Poeta-cantora, mulher misteriosa que se esconde atrás do violão para nos surpreender da melhor maneira. Uma voz única e profunda, inspirada em várias referências, tocando com bordas e com os poetas ninhos. Seu primeiro álbum, Phados, lançado em 1998, ganhou seu reconhecimento imediato. A voz profunda, comandante, mas sensível; a mescla natural de raízes de fado com cores da música folclórica portuguesa, chanson française, morna cabo-verdiana, bossa nova brasileira; a entrega despojada de voz e violão; todos anunciaram a chegada de um grande talento novo. E, de repente, ela desapareceu novamente, reaparecendo cerca de 12 anos depois com o lançamento de seu segundo álbum, Troubadour, uma coleção de histórias de paixão e dor que espelham a sua jornada pessoal como música existencialista e poeta casual. Nos últimos anos, ela permaneceu tranquilizadora, atuando em Cabo Verde, Brasil, Chile e em toda a Europa, aparecendo ocasionalmente em dupla com o multi-instrumentista da Guiné-Bissau, Mu Mbana, ou o saxofonista da Nova Zelândia, Hayden Chisholm, mas geralmente, a solo e no seu próprio tempo.

Sábado, dia 14 de setembro
1. «Casa de Férias»
de Rogério Nuno Costa
Local: Casa de Férias do Artista
Horário: as visitas estão sujeitas a marcação prévia através de telemóvel (916 409 998)
2. »an artist is always working»
de Pedro Barreiro
Acontece em qualquer lugar onde o artista estiver. Mas é sempre possível saber onde ele está.
3. in-saio #4 (passeio performativo)
de Eunice Artur
Local/ Ponto de Encontro: Algar Seco @Carvoeiro
Horário: 16h00
Duração: 30 min
Eunice Artur nasceu nas Caldas da Rainha, em 1981. Vive e trabalha em Lisboa. Estudou Artes Plásticas na ESAD.CR. Desde 2008 tem apresentado o seu trabalho em várias exposições colectivas e individuais. Trabalha nos domínios da fotografia, som, desenho , vídeo, escultura, instalação e performance. Tem participado em projectos de vários artistas nacionais e internacionais. Está representada na colecção da fundação Gulbenkian, na colecção da Bienal de São Paulo no Brasil, e em outras colecções nacionais e internacionais privadas.Foi co-criadora no Projecto inicial da galeria 4A Fábrica em Lisboa, onde de Novembro de 2011 a Março de 2012. Actualmente, desenvolve em parceria com Luís Simões o Projecto Casa Jasmim-andaluz. Faz parte da constelação artística da BÓIA – Associação Cultural.
4. CONVERSA-ACÇÃO: «Do Materialismo e da Paisagem #03» à procura de ANDRÓMEDA do Colectivo ANDRÓMEDA: Demba Djabaté, Inês Oliveira, Pedro Rogado, Raúl Jardin, Sancho Silva e Vera Mantero.
Local: Algar Seco @Carvoeiro
Horário: 18h00
Duração: 1 hora
«Marx descobriu a lei do desenvolvimento da história humana: o simples facto, até então obscurecido por um crescimento excessivo da ideologia, de que a humanidade deve antes de tudo comer, beber, ter abrigo e vestuário, previamente a poder desenvolver a política, a ciência, a arte, a religião e outras coisas mais». Excerto do Discurso de Engels durante o Funeral de Karl Marx, 17 de março de 1883.
Como sermos Natureza, e interagirmos com a Natureza, de forma harmoniosa, obtendo nela e dela os bens necessários para vivermos em abundância neste maltratado planeta? «Do Materialismo e da Paisagem” pretende revisitar, criticar e actualizar o Materialismo Histórico como instrumento de análise concreta, abordando os seus temas essenciais: Agricultura, Arquitetura, Cultura…
5. «Uma gota de Sweat Sweat Sweat» (performance)
de Sónia Baptista
Local: Anfiteatro da Nossa Sra. da Encarnação
Horário: 19h30
Duração: 10 min
Coreógrafa, performer e escritora, a artista Sónia Baptista tem marcado presença com o seu trabalho em diversos teatros e festivais portugueses e estrangeiros. A sua linguagem é multidisciplinar e mistura textos clássicos, textos filosóficos, cultura pop, questões de género ou ecofeminismo. Visita agora e desenvolve trabalho na Escola Secundária de Serpa.
6. «boa tarde, morreram todos»
do Coletivo Truta no Buraco
Local: Anfiteatro da Nossa Sra. da Encarnação @Carvoeiro
Horário: 21h00
Duração: 45 min
A partir da frase proferida por José Rodrigues dos Santos a propósito da morte dos cinco ocupantes do submersível Titan, o espetáculo «Boa tarde, morreram todos», embrulha-nos num
híbrido entre um manifesto autocomiserativo e um stand-up contra a apatia, a favor da purga de uma raiva essencial, impressa em nós pelas várias mediocridades do dia a dia.
«A possibilidade de te tornares de um momento para o outro num psicopata, nunca está assim tão longe. É só ceder a um impulso errado. Manteres-te são depende de uma quantidade incalculável de decisões rápidas acertadas…Devo agarrar na mão da pessoa que acabou de me descrever as suas férias em Bali e enfiála numa fritadeira com óleo a ferver? Podia eu acabar de vez com o monólogo incontinente daquele amigo que foi para Copacabana fazer um documentário activista na favela, amputando o meu dedo mindinho? Mas depois ouves uma voz interior que te diz: Não Andreia! Isso seria muito contraproducente! O que seria de nós sem esta voz interior!? Eu certamente não estaria aqui, estaria na prisão de Tires a comer bolachas de água e sal e a escrever um romance histórico… Mas tudo o que na vida comum nos está interdito pelas regras da civilidade e do bom senso, na ficção é adorável. Personagens sanguinários, brutos, porcos e sem escrúpulos, são um verdadeiro sucesso! Não há humor sem malícia.»

A «Truta no Buraco» é uma companhia formada por um bando de gentes que foi, nos últimos anos, consolidando um estilo e uma equipa artística, com o objetivo de pensar socialmente a vida e a cultura, despertos para a clarividência de que a nossa condição assim o exige. A solidão a nós não nos privilegia. O nome surge de uma mítica entrevista de José Mourinho em 2018 em que o mesmo cita o filósofo Hegel para explanar a máxima «The truth is in the whole» no seu inglês macarrónico nos soou a «trout is in the hole».
Ora, é precisamente sobre a reflexão do todo que o nosso trabalho pretende incidir, construindo uma perspectiva histórica a partir da sua sombra. Andreia Farinha, formada em teatro, em parceria com João Melo vindo do cinema, em colaboração contínua com José Smith Vargas, Manuel Bivar, e mais recentemente com Raphael Soares, Anafaia Supico, João Ayton, Ricardo Donas, e Francisca Bagulho, formam esta quadrilha. Abrigamos a convicção de que este grupo está genuinamente empenhado em produzir pensamento crítico sobre o mundo através de uma cultura mais acessível e menos apelintrada e piegas politicamente. E assim, quixotescamente, temos vindo a aprimorar-nos nos meandros das artes a que, para mal dos nossos pecados, decidimos dedicar-nos. Neste tempo de Ubus gostaríamos de aproveitar, enquanto o sangue ainda é inflamável, para o desperdiçar no teatro. É tudo.
Domingo, 15 de setembro
1. «Casa de Férias»
de Rogério Nuno Costa
Local: Casa de Férias do Artista
Horário: as visitas estão sujeitas a marcação prévia através de telemóvel (916 409 998)
2. »an artist is always working»
de Pedro Barreiro
Acontece em qualquer lugar onde o artista estiver. Mas é sempre possível saber onde ele está.
3. Falésia (live-act de música experimental)
de Nuno Afonso
Local: Largo da Igreja da Nossa Senhora da Conceição @Ferragudo
Horário: 17h30
Duração: 40 min
A operar desde 2014, Falésia começou por ser uma expressão assente especificamente em apresentações ao vivo. Com a guitarra elétrica no epicentro de manifestações de improviso e experimentação, surgiu uma gradual extensão a gravações de campo ou o recurso a sintetizadores analógicos e digitais. A partir de 2019 surgem as primeiras gravações através da plataforma Bandcamp, não só resgatando arquivos passados como projectando registos atuais. O acto de documentar, o mais fiel possível, levou-o a partilhar esses trabalhos de forma constante, num espaço de laboratório em tempo real.
Nos últimos anos, Falésia apresentou-se em diversas salas do país como Damas, Galeria Zé dos Bois, Zaratan, Desterro, Casa Independente, Penha Sco (Lisboa), SMUP (Parede), Casa das Artes Bissaya Barreto (Coimbra) ou ainda a participação no festival Tauranga Music Sux, na Nova Zelândia em 2015. Partilhou palco e cartazes com Helena Espvall, Luís Lopes, Calcutá, Putas Bêbadas, Bruno Silva (Serpente/Ondness), 2Jack4You, Emma DJ ou a dinamarquesa Puce Mary, entre muitos outros.
4. Areal (Live-Act de música improvisada)
de CATARATA (João Ferro Martins, André Tasso e Bruno Humberto)
Local: Largo da Igreja da Nossa Senhora da Conceição @Ferragudo
Horário: 19h00
Duração: 50 min
CATARATA – A sintonia, a progressão e um delicado acordo com o presente, ditam os encontros e desencontros que poderão promover a mais frutuosa sinergia entre o acontecimento sonoro, os músicos e o público.André Tasso – Guitarra Elétrica / Bruno Humberto – Sintetizador / João Ferro Martins – Bateria.
5. ABALADIÇA
DJ SET d’ OS CALIPOS
Local: Largo Rainha Dona Leonor @Ferragudo
Horário: 22h00-00h00
Atividades Paralelas
1. PODCAST PALCO ASTRAL de SÉRGIO DE BRITO com entrevistas a artistas presentes no Festival;
2. ISEN -Instituto de Socorros a Espectadores Náufragos – Projecto de Formação de Públicos com os seguintes Nadadores-Salvadores: Rogério Nuno Costa, Nelson Guerreiro, Ivo Saraiva e Silva e Pedro Barreiro;
3. RESIDENCIAL ARTÍSTICA MARISOL (programa de residências artísticas);
Artistas
SILLY SEASON (Kátia Tomé, Ricardo Teixeira & Ivo Saraiva e Silva)
VON CALHAU (dupla artística composta por Marta Angela & João Alves)
ALÍPIO PADILHA