Um grupo de jornalistas, bloggers e operadores turísticos aceitou o convite da Região de Turismo do Algarve (RTA) para mais uma fam trip (viagem de familiarização), no passado dia 22 de março, com destino a Faro. A aventura na cidade começou no recém-inaugurado Centro Interpretativo Arco da Vila (CIAV), situado no piso superior do renovado Posto de Turismo de Faro. «É um espaço que explora, explica, interpreta e informa sobre o Arco da Vila, enquanto monumento ex-líbris da cidade e de Faro», explicou Jorge Manhita, do Museu Municipal de Faro. Foi classificado como Monumento Nacional, em 1910, e constitui um dos mais representativos exemplares do neoclassicismo no Algarve. O CIAV foi apresentado ao público em dezembro de 2015 e alberga várias peças históricas, antes guardadas na reserva do Museu Municipal de Faro. Dois dos seus grandes atrativos são a sala onde está instalado o mecanismo do relógio com 102 anos, bem como o acesso a um miradouro com amplas vistas sobre a Cidade Velha e a Ria Formosa.
O grupo visitou de seguida a Sé e o miradouro da torre sineira, o claustro e o Museu Municipal de Faro. Um dos ex-líbris
em exposição é «O mosaico do Deus Oceano» datado de finais do século II ou inícios do III d.C. Descoberto em 1926, no centro da cidade, perto da estação de comboios, este artefacto só foi recuperado 50 anos mais tarde, em 1976, para ser transferido para o museu. Há ainda uma coleção de pintura com cerca de 60 peças datadas séculos XVI a XIX.
Já fora da cidade, a comitiva foi conhecer o Palácio de Estoi, o único hotel de cinco estrelas do concelho de Faro. O edifício construído no final do século XVIII mistura influências barrocas e neoclássicas. Em princípios do século XX foi restaurado por ordem do visconde de Estoi, Dom Francisco José da Silva. O palácio permaneceu na família até 1987, quando foi adquirido pela autarquia. Desde 2009 é uma Pousada de Portugal com 63 quartos, spa e piscina, e faz parte do Grupo Pestana. Vale a pena passear pelos seus jardins de inspiração francesa.
O percurso de oito quilómetros que liga o Parque Ribeirinho de Faro à Quinta do Ludo também mereceu uma breve visita. Segundo a explicação do arquiteto Filipe Cunha, chefe de divisão de Ordenamento do Território e Regeneração Urbana da Câmara Municipal de Faro «a Quinta do Ludo é uma propriedade rural bastante antiga, muito variada, pois do ponto de vista paisagístico tem zonas de sapal, salinas, áreas agrícolas e florestais, e há bastante tempo que é usada para a prática de desporto. No final do ano passado terminou-se a obra de requalificação que a dotou de características extraordinárias para os momentos de lazer dos visitantes. É um projeto que interage com outros, como o Parque Ribeirinho de Faro, inaugurado em 2014, criando um espaço urbano de qualidade e que faz a primeira ligação da cidade com a Ria Formosa». Hoje é possível fazer um percurso pedonal ou ciclável desde o Parque Ribeirinho de Faro até ao aeroporto, «contornando-o e depois aceder ao Parque Ribeirinho do Ludo na zona do Pontal». É uma área ambientalmente condicionada, uma vez que integra o Parque Natural da Ria Formosa, a Rede Natura 2000 a Reserva Ecológica Nacional. «Isto revela que tem um enorme valor», concluiu.
O programa terminou com um passeio na Ria Formosa e degustação de ostras na ilha deserta. Um local especial por ser, por exemplo, a zona com a maior concentração do mundo de cavalos marinhos por metro cúbico (de acordo com um estudo da Seahorse International) ou, por ser o último local de concentração de camaleões selvagens da Europa.
Workshop de cataplana algarvia
Turistas e residentes já podem aprender a confecionar uma típica cataplana algarvia em Faro. A Tertúlia Farense, no centro histórico da cidade velha, promove regularmente estes workshops gastronómicos. Corvina e amêijoas, lingueirão, berbigão e mexilhão, regada com um bom vinho, é uma das sugestões do chef.