O atual presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve é o único candidato conhecido à liderança do Partido Social Democrata (PSD) do Algarve, após a demissão de Luís Gomes, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, a 12 de dezembro. O autarca estava à frente do partido há três mandatos.
Agora, as eleições para a nova direção da Comissão Política Distrital estão marcadas para sábado, 30 de janeiro, entre as 14h30 e as 17h30, em todas as concelhias políticas, conforme confirmou ao «barlavento», Carlos Gouveia Martins, presidente da JSD do Algarve e secretário-geral do PSD de Portimão.
O dirigente da JSD, que assistiu à apresentação da candidatura de David Santos aos militantes, no sábado passado, dia 9, em Portimão, avançou que o atual responsável pela CCDR do Algarve está fazer um périplo pelas concelhias, clarificando as ideias e os objetivos para o partido na região. Segundo disse ao «barlavento» Carlos Gouveia Martins, David Santos quer focar os seus esforços nas próximas eleições autárquicas, para tentar que o PSD conquiste mais Câmaras Municipais, mas tem também como meta dar mais dinâmica ao partido. Este objetivo não é, contudo, uma crítica direta ao trabalho feito por Luís Gomes até à data. Outra das intenções é descentralizar as reuniões da Comissão Distrital, «organizando-as em diversos locais no Algarve», e investir na formação política de autarcas.
O «barlavento» apurou que outro dos nomes apontados para a sucessão de Luís Gomes seria Cristóvão Norte, atual deputado na Assembleia da República. No entanto, até agora o deputado não formalizou nenhuma candidatura e tem acompanhado, aliás, David Santos nas suas apresentações. O responsável pela CCDR deverá assim ser o líder que se sucede, segundo a mesma fonte. No entanto, as candidaturas ainda podem ser formalizadas até três dias antes das eleições, ou seja, 27 de janeiro.
Luís Gomes, assim como todos os órgãos da Comissão Distrital do PSD, demitiram-se em bloco a 12 de dezembro. À margem da conferência que levou José Sócrates a Vila Real de Santo António, o autarca justificou ao «barlavento» que o mandato terminava em maio de 2016. «É o meu último mandato – porque só se pode fazer três – e como vai haver Congresso Nacional do PSD em abril, entendi que devia de haver uma nova direção» presente nessa iniciativa política, afirmou. Para o edil este foi um processo normal – «pedir eleições para três ou quatro meses mais cedo do que era esperado» -, até porque o dirigente não podia voltar a candidatar-se à liderança do partido no Algarve.