A Igreja Matriz de Portimão recebe o concerto que abre o 18.º Festival de Órgão do Algarve, com o organista Afonso Torres e a trompetista Joana Fernandes.
Conforme já vem sendo habitual, Portimão abre o Festival de Órgão do Algarve, organizado pela Associação Cultural Música XXI e cuja 18ª edição se inicia a 31 de outubro, às 21h00.
Nesse sentido, o organista Afonso Torres e a jovem trompetista Joana Fernandes serão protagonistas na interpretação de obras de Sweelinck, Telemann, Buxtehude, Stanley, Kerll, Cabezón, Böhm, Bach e Purcell, destacando as características do órgão de tubos instalado em 1886 na Igreja Matriz de Portimão por Henry Fincham.

O órgão de tubos da Igreja Matriz de Portimão foi instalado em 1886, tendo já sido alvo de duas intervenções de restauro, a mais recente em 2018.
Antecedendo o concerto de abertura, na manhã de dia 31 de outubro, a partir das 10h00, Afonso Torres apresentará uma masterclasse de baixo contínuo para professores e alunos, estudiosos do património e outros interessados, que poderão inscrever-se ou solicitar informações complementares através de contacto telefónico (282 426 290 e 966 642 279) ou e-mail ([email protected]).
A 7 de novembro, também às 21h00, a Igreja Matriz de Portimão recebe um concerto de música de câmara pelo duo «Quatro Ventos», com António Esteireiro no órgão e Gonçalo Pescada no acordeão, bandoneón e accordina.

No programa constam obras de Boëllmann, Franck, Muschel, Piazzolla e Vivaldi.
Durante o mês de novembro, o Festival de Órgão do Algarve também percorrerá os concelhos de Faro, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos, num total de 15 concertos, duas masterclasses, uma visita itinerante aos órgãos, um concerto pedagógico e um concurso de fotografia
Biografias:
Afonso Torres estudou órgão com Paulo Alvim no Conservatório do Porto. Aos 18 anos, mudou-se para a Alemanha para estudar com Wolfgang Zerer na Hochschule für Musik und Theater de Hamburgo.
Fascinado pela música antiga e por instrumentos históricos, conquistou o segundo prémio no Concurso Internacional Gottfried-Silbermann, abrindo-lhe portas para festivais de relevo.
Em 2022, mudou-se para Toulouse, para aprofundar o repertório francês com Yoann Tardivel e Michel Bouvard. No ano seguinte, ingressou no Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris, na classe de Olivier Latry e Thomas Ospital.
Joana Fernandes iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional do Algarve Maria Campina, na classe do professor João Mogo. Concluiu o 8º grau no Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, sob a orientação do mesmo professor.
Prosseguiu os seus estudos na Academia Nacional Superior de Orquestra, onde se licenciou em Instrumentista de Orquestra, nas classes dos professores Sérgio Charrinho e Rui Mirra.
Atualmente, frequenta o Mestrado em Ensino da Música na Universidade de Évora, na classe do professor Pedro Monteiro.
É professora de trompete no Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado.
Participou em diversos estágios de orquestra e masterclasses com trompetistas de renome nacional e internacional.
António Esteireiro realizou os seus estudos em Musicologia, Órgão e Música Sacra, em Lisboa, Regensburg, Munique e Bremen. Tem realizado concertos tanto como solista, como integrado em várias formações corais e orquestrais, em vários países europeus, no México e Brasil.
Além de convidado regular dos principais ciclos de concertos e festivais de órgão nacionais, coordenou também diversos Ciclos de Concertos de Órgão. É titular do órgão Hermann Mathis da Paróquia de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos.
Atualmente, é professor da Escola Superior de Música de Lisboa e investigador do CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical.
Doutorado com distinção e louvor em Música e Musicologia – vertente de Interpretação pela Universidade de Évora, em 2014, Gonçalo Pescada concluiu também a licenciatura bietápica em Música – vertente Interpretação pela Escola Superior de Artes Aplicadas (Castelo Branco), o Curso Complementar de Acordeão pelo Instituto Musical Vitorino Matono (Lisboa) e a Profissionalização em Serviço pela Universidade Aberta.
Com o 1.º Prémio no Concurso de Interpretação do Estoril (2006), Gonçalo Pescada viu a sua carreira tomar um rumo internacional, realizando recitais em Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Bulgária.
Apresentou-se como solista com várias orquestras e teve o privilégio de trabalhar com excelentes maestros. Alguns compositores têm-lhe dedicado novas obras para Acordeão.