“O meu muito obrigado à direção destas três associações e às dezenas de moradores que tão bem me receberam e acompanharam durante toda a visita”, referiu no final. “Foi um dia inteiro em que me inteirei diretamente, e no local, da realidade destas pessoas, das suas histórias de vida, do drama porque muitas estão a passar, com a eminência de perda das suas habitações e parcos haveres”.
O deputado democrata-cristão defendeu que “a vida das pessoas não pode ser decidida dentro de gabinetes e traçada friamente a régua e esquadro. A defesa do interesse público passa também pela defesa destas comunidades, pois o interesse público não é, não pode ser, uma coisa abstrata que se invoca quando convém para determinados fins, ignorando-se as pessoas. Só faz sentido, e por isso é interesse público, quando visa defender os interesses coletivos, das pessoas, das comunidades”.
Para Artur Rêgo, “a reabilitação e a requalificação têm de se fazer com as pessoas, harmonizando-se com as comunidades, e não cegamente contra estas. De tudo o que vi e ouvi, tomei a devida nota, em silêncio e com um nó na garganta nalguns momentos, e farei a defesa no local devido, não só por hoje, mas porque hoje, na Culatra, me limitei a confirmar aquilo em que sempre acreditei: A política e as políticas públicas devem-se fazer pelas pessoas e com as pessoas, só assim fazem sentido”.