Prestes a terminar mais uma época balnear, que em Albufeira encerra oficialmente a 15 de outubro, a autarquia fez o balanço sobre a campanha de informação e sensibilização para o perigo das arribas levada a cabo entre 2 de julho e 6 de setembro.
Apesar de ainda se verificarem algumas situações de desrespeito relativamente ao cumprimento da sinalética, a iniciativa «tem sido muito bem acolhida pelos banhistas com visíveis alterações de comportamentos face ao risco».
Numa tentativa de alterar as mentalidades ainda resistentes, durante os meses de verão (julho, agosto e setembro), o município de Albufeira, através do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) realizou várias ações de informação e sensibilização nas 25 praias do concelho sobre os perigos das arribas-
A iniciativa, que este ano abrangeu aproximadamente 10 mil pessoas de forma direta (nº de folhetos distribuídos), terminou no passado dia 6 de setembro, com duas ações nas Praias dos Arrifes e de São Rafael, que contou com a presença da vereadora responsável pelo pelouro da Proteção Civil.
Cláudia Guedelha acompanhou a equipa que, durante toda a manhã, andou a alertar os veraneantes para a necessidade de respeitar a sinalética existente nas praias e a informar sobre as medidas de autoproteção adequadas, com vista a minimizar a exposição dos veraneantes ao risco.
O momento serviu, também, para proceder à entrega de certificados aos jovens da Escola de Cadetes e Infantes dos Bombeiros Voluntários de Albufeira que, juntamente com a Autoridade Marítima/Polícia Marítima e a Associação de Nadadores Salvadores de Albufeira, ajudaram a levar a bom porto a campanha.
A vereadora sublinha que «apesar dos esforços das autoridades competentes para minorar os riscos, a natureza é imprevisível, pelo que há que estar atento e tomar as devidas precauções. Albufeira tem 30 quilómetros de litoral e praias de grande beleza, todas elas com o galardão máximo da qualidade ambiental, mas as características próprias das nossas arribas, o processo de erosão natural a que estão sujeitas e os invernos rigorosos aumentam o perigo de derrocadas ou queda de blocos».
Cláudia Guedelha prosseguiu, afirmando que «a nossa preocupação é fazer de cada banhista um agente informado e consciente dos riscos que corre. E porque estamos convictos de que este tipo de consciência tem que estar presente desde cedo, não nos esquecemos de envolver os mais pequeninos, pelo que ao longo dos anos temos contado com a colaboração dos jovens dos Agrupamentos de Escuteiros de Albufeira e Paderne, Escola de Cadetes e Infantes dos Bombeiros Voluntários de Albufeira e dos estagiários do Curso Profissional de Proteção Civil».