Processos de tratamento das águas residuais em ETAR são são eficientes a remover o vírus SARS-CoV-2, informa a Águas do Algarve.
A eficiência de remoção da carga do vírus responsável pela COVID-19 nos processos de tratamento das águas residuais em ETAR é uma das conclusões mais relevantes do projeto de investigação SARS Control.
- Sessão de apresentação de resultados 31 de março | Live Streaming Inscrições aqui. PROGRAMA
- 14h30 | Boas-vindas, António Eusébio, Presidente da Águas do Algarve 14h40 | «SARS Control, uma visão global», António Martins, Responsável do Departamento de Inovação e Desenvolvimento da Águas do Algarve 14h50 | «Metodologias analíticas e avaliação preliminar da presença de SARS-CoV-2 nas linhas de tratamento das ETAR monitorizadas», Ricardo Santos, Responsável do Laboratório de Microbiologia de Águas do Laboratório de Análises do Instituto Superior Técnico
- 15h00 | «Análise de fármacos e sua relação com a incidência da pandemia», Madalena Alves, Professora Catedrática no Departamento de Engenharia Biológica da Universidade do Minho
- 15h10 | «Análise comparativa das diferentes soluções de tratamento na remoção de SARS-CoV-2», Mónica Vieira Cunha, Professora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
- 15h20 | «Deteção de variantes e correlação de SARS-CoV-2 com outros parâmetros microbiológicos», Ana Reis, Investigadora do cE3c
- 15h30 | «Avaliação do risco para a saúde pública da descarga e utilização de água para reutilização (ApR) e lamas», Joana Pinto Coelho, Direção de Engenharia e Operação da AdP VALOR
- 15h40 | Perguntas & Respostas
- 16h00 | Intervalo
- 16h15 | Mesa-redonda sobre a Perspetiva das Entidades Gestoras envolvidas no projeto, moderado por Cristina Gonçalves, Responsável de Exploração da Águas do Norte
- 17h15 | Encerramento, Cristiana Barbosa, Administradora da Águas do Norte
O consórcio responsável pelo projeto, envolvendo o Grupo Águas de Portugal, a Universidade de Lisboa e a Universidade do Minho, apresentará os resultados a 31 de março, numa sessão online.
Contribuir para um melhor conhecimento da eficácia das barreiras sanitárias existentes nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e para o desenvolvimento de processos de monitorização adequados eram os principais objetivos do projeto de investigação SARS Control, que procurou compreender a dinâmica do comportamento do vírus SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, ao longo das linhas de tratamento de águas residuais urbanas (fase líquida e fase sólida).
Iniciado em dezembro de 2020, com apoio financeiro do FEDER através do programa Compete 2020, o projeto SARS Control desenvolveu as suas atividades em sete ETAR de grande dimensão, localizadas em diferentes zonas do país (Lisboa, Vila Nova de Gaia, Algarve, Setúbal, Leiria e Guimarães), que representam mais de 20 por cento da população portuguesa.
Durante oito meses, foi realizada a monitorização regular de SARS-CoV-2 nas águas residuais e a caracterização do perfil comportamental do vírus (aferido pela quantificação do material genético respetivo) no afluente bruto e ao longo das etapas de tratamento de cada uma das ETAR do projeto, num total de cerca de 1.500 amostras analisadas.
Verificou-se que as ETAR são eficientes na remoção da carga viral, especialmente na fase líquida (água), destacando-se a etapa de tratamento primário, seguida do tratamento biológico. Comprovou-se também que tratamentos subsequentes ao tratamento secundário podem aumentar a eficiência de remoção da carga viral.
Foi ainda analisada a correlação do SARS-CoV-2 com outros parâmetros microbiológicos no sentido de identificar novos biomarcadores para aferir, de forma expedita, a presença do vírus nas várias matrizes da água residual.
O consórcio responsável pelo SARS Control é liderado pela AdP VALOR, empresa do Grupo AdP – Águas de Portugal, que se faz representar ainda pelas entidades gestoras de saneamento Águas do Algarve, Águas do Centro Litoral, Águas do Norte, Águas do Tejo Atlântico, SIMARSUL e SIMDOURO.
Do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, participam o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (representado por FCiências.ID, Associação para a Investigação e Desenvolvimento de Ciências), o Laboratório de Análises do Instituto Superior Técnico (LAIST) da Universidade de Lisboa, e o Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (CEB/UMinho).
A monitorização efetuada no âmbito do projeto SARS Control confirmou que a evolução da carga de SARS-CoV-2 nas águas residuais afluentes às ETAR monitorizadas acompanhou, no mesmo período, as tendências de aumento ou diminuição da incidência de COVID-19 nas populações das regiões correspondentes, assim como as tendências de circulação das variantes de preocupação (alfa e delta) na comunidade.
Estes resultados vêm reforçar a utilidade da epidemiologia baseada em águas residuais como ferramenta de monitorização complementar da evolução da pandemia, confirmando resultados de estudos anteriores, nomeadamente do projeto COVIDETECT, relativo à criação de um sistema de alerta precoce da circulação do vírus SARS-CoV-2 na comunidade através da análise das águas residuais, projeto realizado por um consórcio que reunia grande parte das entidades responsáveis pelo SARS Control.
Visando a sensibilização para a relevância do conhecimento da eficácia das barreiras sanitárias existentes nas ETAR e para o desenvolvimento de processos de monitorização expeditos e adequados, os principais resultados do SARS Control serão partilhados com entidades gestoras de sistemas de saneamento numa sessão em formato digital, amanhã, quinta-feira, 31 de março.
Sessão de apresentação de resultados
31 de março | Live Streaming
Inscrições aqui.
31 de março | Live Streaming
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PROGRAMA
14h30 | Boas-vindas, António Eusébio, Presidente da Águas do Algarve
14h40 | «SARS Control, uma visão global», António Martins, Responsável do Departamento de Inovação e Desenvolvimento da Águas do Algarve
14h50 | «Metodologias analíticas e avaliação preliminar da presença de SARS-CoV-2 nas linhas de tratamento das ETAR monitorizadas», Ricardo Santos, Responsável do Laboratório de Microbiologia de Águas do Laboratório de Análises do Instituto Superior Técnico