Loulé celebra a distinção de Lídia Jorge com o Prémio Camões e fala num «dia histórico» para o concelho.
A Câmara Municipal de Loulé felicita a escritora Lídia Jorge pela atribuição do Prémio Camões 2026, considerando que a distinção representa um momento histórico para o concelho e um reconhecimento do contributo da autora para a literatura em língua portuguesa.
Em comunicado, a autarquia manifesta «profundo orgulho e alegria» pela atribuição, por unanimidade, do mais importante galardão literário da lusofonia à escritora natural de Boliqueime.
O Município sublinha que o prémio reconhece «o extraordinário contributo da autora para o enriquecimento e projeção internacional do património literário e cultural da Língua Portuguesa».
Natural de Boliqueime, no concelho de Loulé, Lídia Jorge é considerada pela Câmara Municipal uma das vozes mais marcantes da literatura portuguesa do pós-25 de Abril, com uma obra centrada em temas como a identidade, a memória, a liberdade, a condição humana e o papel da mulher.
O presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto, considera que a distinção honra não apenas a escritora, mas também o concelho.
«Lídia Jorge tem levado a alma algarvia e a identidade louletana aos quatro cantos do mundo, através de uma obra intemporal e amplamente reconhecida. Este Prémio Camões não honra apenas a sua excelência, mas eleva também o nome de Loulé no panorama da cultura mundial, no preciso momento em que a escritora assume o papel de patrona da nossa candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028. É um dia histórico para a nossa terra. Muitos parabéns, Lídia Jorge!», afirma.
A Câmara recorda que a atribuição do Prémio Camões se junta a um conjunto de distinções nacionais e internacionais recebidas pela escritora ao longo da carreira, entre as quais o Prémio Pessoa 2025, o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia 2026, a Medalha de Mérito Cultural atribuída pelo Governo e os prémios Médicis Étranger e Grande Prémio de Romance e Novela da APE, conquistados com o romance «Misericórdia».
No comunicado, o município reafirma que continuará a promover e a divulgar o legado literário de Lídia Jorge, cuja obra, iniciada em 1980 com «O Dia dos Prodígios», considera uma referência cultural e cívica incontornável.