Tiago Raposo, Cabeça de Lista da CDU-PEV pelo Circulo Eleitoral de Faro não conseguiu votos para ser eleito.
As eleições de 6 de outubro de 2019 não ficarão na memória dos comunistas algarvios, que apesar de uma campanha eleitoral forte e de todo um legado de ação política nos últimos oito anos, não conseguiram eleger um deputado.
«Tivemos um resultado que não era o pretendido. Ficámos a duas ou três centenas da eleição. Agora, os trabalhadores algarvios ficam mais pobres com a falta de um deputado da CDU na Assembleia da República. Sem qualquer tipo de dúvidas, o Algarve fica mais pobre e mais fragilizado na sua representação a nível nacional», salientou Tiago Raposo ao «barlavento».
«Amanhã é dia de continuar a luta. Estamos cá para recuperar os votos que não foram possíveis agora. O PCP vai ficar mais frágil, como é óbvio, já não temos deputado, mas vamos continuar a acompanhar os problemas da região. Vamos continuar na rua, ativos. O partido não fecha portas por não conseguir eleger, pelo contrário. Vamos trabalhar, identificar problemas. Daqui a quatro anos vamos melhorar», garantiu o candidato.
Tiago Raposo considera que «nada nos fazia adivinhar este resultado, pelo contrário. Estávamos expectantes de conseguir eleger, de manter a eleição de um deputado. Foi uma campanha enorme, fomos bem recebidos em todo o lado, nada previa isto».
No entanto, o cabeça de lista não esconde a desilusão para com a imprensa. «O partido, a nível nacional e regional, foi silenciado de uma forma brutal. Basta nos lembrarmos que o Secretário Geral do PCP esteve no Algarve no dia 27 de setembro, e teve pouca cobertura da parte da comunicação social. O resultado está aí».
Em relação a um possível alinhas de posições entre PS e PSD na próxima legislatura, o candidato comunista mostra-se pouco admirado. «A aproximação do PS ao PSD não vem de agora. Basta vermos as políticas estruturais para o país, no acordo laboral que existiu estiveram sempre juntos. O PSD serviu de muleta para aquilo que o PS precisava».