De imediato começou a corrida para a próxima campanha autárquica.
Francisco Amaral, que apareceu na vila castromarinense como menino prodígio da política, começou de imediato a sentir o terreno a fugir-lhe debaixo dos pés.
Dizem os novos patrões do partido, que o candidato do PSD nas autárquicas só pode ser José Estevens. Francisco Amaral parece não estar preocupado, pois ainda tem em Alcoutim um batalhão disposto a colocá-lo de novo à frente dos destinos do concelho.
A aparente vitória conseguida pela lista apoiada pelos social-democratas para os órgãos da Associação Humanitária dos Bombeiros de Alcoutim é meio caminho andado.
Cheira a poder
Cheira a poder no Partido Socialista e os jotinhas foram os primeiros a saltar.
A Juventude Socialista implodiu! A fogueira foi ateada em Loulé e vai por aí a minar o Algarve.
As lideranças (locais e regional) começam a ser contestadas, as trocas de mensagens entre militantes estão ao rubro e os seniores da política não controlam a malta jovem.
Uma coisa é certa: a Juventude Socialista exige um candidato elegível na lista de deputados e há pelo menos quatro que já se puseram em bicos dos pés: Helder Semedo, Ricardo Calé, Abel Matinhos e Guilherme Portada.
Então e a quota feminina onde é que ficou!?
Senador
Francisco Leal foi arvorado ao estatuto de senador do PS e agora ninguém o segura.
Cavaco Silva deu-lhe uma medalha (a ele a a mais 23), portanto, a partir de agora, muito respeitinho.
A Concelhia de Olhão do PS vai exigir à Federação e a António Costa a presença de Francisco Leal na lista de deputados, em lugar elegível, e o presidente da Câmara António Pina, naturalmente, apoia: «levem-no daqui!», terá desabafado Pina a pensar na divisão interna no PS.
As contas da política parecem estar bem feitas, mas falta o cheque-mate e esse virá do presidente da Concelhia do PS que não vai ver os jogos do Olhanense nem com Pina e tão pouco com Leal.
Mister EuroAlgarve
David Santos já não é o Senhor Algarve. Nos meios europeus, o presidente da CCDR passou a ser conhecido por David – Mister EuroAlgarve. Por cá, numa tradução macaca, que fizeram de uma nota de imprensa, chamaram-lhe o Senhor Dinheiro.
Prova dessa importância foi a que lhe atribuiu o governo – Pedro Passos Coelho mandou dois ministros e um secretário de Estado para a tomada de posse do presidente da CCDR Algarve.
O Partido Socialista ficou abananado mas colou-se ao poder porque o Mister EuroAlgarve é quem tem 318 milhões para distribuir nos próximos 5 anos. Os históricos do PSD e os poucos senadores da política regional começam a ver um homem-só com tanto poder. Valentina Calixto, que durante mais de duas décadas dominou o ambiente, foi rejeitada na candidatura que apresentou a vice-presidente da CCDR.
Mandatário
Ainda muita água vai passar debaixo das pontes até que cheguem as eleições presidenciais, mas o Algarve, desta vez, vai marcar pontos.
Do lado do PSD Santana Lopes deu o tiro de partida, e o jovem deputado Bruno Inácio não perdeu tempo – convidou-o a vir até cá baixo, às terras de Cavaco Silva, lançar o seu grito de Ipiranga.
Bruno Inácio começa a registar sinais positivos como deputado, apesar de estar a prazo na Assembleia da República, e há que contar com ele para os novos campeonatos da política-partidária que por aí vão surgir.
Para já, o lugar de mandatário de Santana Lopes no Algarve está garantido e a seguir logo se verá!
Gente com taco (foto um)
Desidério Silva – Ao estado de penúria que a Região de Turismo do Algarve chegou, acha que tem condições para promover os saltos de cavalo em Vilamoura?
João Cotrim de Figueiredo (presidente do Turismo de Portugal) – O Algarve precisa é de gente com taco e não daqueles que dão toques de pingalim!
Falar mais alto (foto dois)
Cada vez que Joaquina Matos sobe um degrau na política até os bombeiros se ajoelham.
A presidente da Câmara de Lagos, no capítulo das mulheres do PS, vai ter muito fogo para apagar.
Na lista de deputados em versão feminina é Isilda Gomes quem mais ordena, mas Joaquina Matos, desde que foi medalhada internacionalmente e subiu ao carro-de-fogo, passou a querer falar mais alto.