Nas recentes reuniões preparatórias, realizadas no Algarve e na Andaluzia, a ação passou a denominar-se «Marcha Internacional do Guadiana pela Livre Circulação na A22 – Portagens Fora!». Haverá dois pontos de concentração e partida das viaturas, ao mesmo tempo, de Vila Real de Santo António, no parque do Mercado Municipal, às 16 horas, e de Ayamonte, na rotunda de acesso ao polígono industrial, às 17 horas (hora espanhola).
A marcha de viaturas irá circular sobre a ponte duas vezes seguidas. Antes do percurso terá lugar uma conferência de imprensa conjunta, a realizar pelas 16h30 de Portugal (17h30 Espanha), na ponte do Guadiana, direção Portugal – Espanha (parque ainda em Portugal).
Além da marcha internacional pela abolição das portagens, a Comissão de Utentes da Via do Infante desenvolverá diversas iniciativas: uma reunião com a direção da AMAL, na sua sede em Faro, com vista a discutir as consequências das portagens no Algarve e mobilização conjunta anti-portagens, solicitação de uma reunião com o novo secretário-geral do Partido Socialista para discutir o mesmo assunto, lançamento de uma nova petição anti-portagens dirigida à Assembleia da República e de um manifesto pela abolição das portagens no Algarve, a ser subscrito por diversas personalidades, associações e outras entidades da região.
A imposição das portagens a partir de 11 de dezembro de 2011 contribuiu para o estrangulamento social e económico do Algarve. Muitas famílias foram destruídas devido às portagens na A22, com cerca de cem mortes e milhares de feridos, a maioria na EN 125, uma rua urbana que não constitui qualquer alternativa e que se transformou de novo na «estrada da morte». Só no ano passado registaram-se 30 vítimas mortais e 23 acidentes por dia nas estradas algarvias.
«Por outro lado, a requalificação da EN 125 continua a marcar passo apenas na variante de Faro, esta via degrada-se cada vez mais, não vão ser construídas variantes antes prometidas e a concessionária das portagens continua a encher os bolsos por via de uma PPP ruinosa, com muitas centenas de milhões de euros à custa dos contribuintes e da destruição do Algarve», afirma a CUVI.
As portagens na A22 acabaram também por revelar-se bastante prejudiciais na região espanhola da Andaluzia, pois só Ayamonte perdeu 30 por cento de visitantes portugueses em 2014, enquanto o Algarve perdeu 50 por cento de visitantes espanhóis.