Em 2009, a EN 125 foi adjudicada para requalificação. Estava inicialmente prevista, nesta via, a construção de 60 rotundas e pelo menos duas variantes de grande envergadura. Contudo, «as obras na EN125 só começaram em 2015 e com um plano alterado e muito mais barato», alerta o partido Nós, Cidadãos! do Algarve.
«Com o interregno de cinco anos veio também a especulação imobiliária pouco clara e transparente. Várias questões se levantam em torno destas obras, nomeadamente a construção de rotundas com acessos a caminhos de terra batida, indiciando um potencial aumento da especulação imobiliária. Não há nada de errado em comprar e vender terrenos. O que está errado é o tráfico de influências, a manipulação de informação em benefício próprio colocando, mais uma vez, o Algarve sob enorme pressão e especulação em detrimento dos reais interesses da região», alerta esta força política, em nota de imprensa.
«De uma vez por todas, coloque-se em primeiro lugar o que é verdadeiramente importante para o desenvolvimento regional do Algarve como um todo. Não é, seguramente, a especulação imobiliária desenfreada como aconteceu durante as décadas de 1980 e 1990, nem a construção em grande escala, nem a construção de mega hipermercados que são os maiores da Península Ibérica e que ultrapassam em muito os rácios de sustentabilidade económica da região, nem a exploração de petróleo. Parem de abusar do Algarve e dos algarvios», reitera a Comissão Politica Distrital do Nós, Cidadãos!
Perante as «legítimas preocupações dos hoteleiros e demais empresários que no Algarve operam diariamente ao longo de todo o ano, a CPD do Nós, Cidadãos! defende que haja bom senso sobre esta matéria e que, de uma vez por todas, o real interesse da região seja posto à frente de todos os outros interesses. As atuais obras na EN125 durante o período de Verão acrescidas de portagens na Via do Infante (A22) só servem para financiar a Euroscut e a Via Livre”- empresa que tem a concessão, não só da A22, mas também da A28», conclui a nota de imprensa.