Sobre as 28 habitações dos dois edifícios nos Olhos de Água, que viram o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé considerá-las ilegais, o Partido Socialista de Albufeira emitiu a 8 de agosto, um comunicado assinado por Ricardo Clemente, presidente da comissão política concelhia, manifestando a «sua profunda preocupação relativamente à questão da demolição» e diz estar «solidário com os lesados».
Apesar de compreender a obrigação da Câmara Municipal de Albufeira em «cumprir as decisões emanadas dos tribunais», o PS/Albufeira acredita também que o município «tem a obrigação de tudo fazer para que seja possível evitar as demolições», uma vez que «estão em causa os direitos fundamentais de propriedade e à habitação».
Os socialistas referem ainda que «sem prejuízo de virem a ser apuradas as devidas responsabilidades, cabe agora aos lesados fazer valer em sede própria o direito a protegerem os seus bens e a serem indemnizados pelos danos e prejuízos que estejam ou venham a sofrer». Andreia Guerreiro, uma das lesadas no processo, e moradora no lote 4, disse ao «barlavento» que a autarquia já mostrou receptividade em colaborar em conjunto na resolução do problema. Cada um dos lotes será agora representado por diferentes advogados.