O preço das casas no Algarve registou uma subida de 4,5 por cento durante o quarto trimestre de 2017, situando-se em 1724 euros/m2, a segunda região mais cara do país, segundo o índice de preços do idealista, o marketplace imobiliário de Portugal.
No último trimestre do ano, a maior subida no Algarve registou-se em Olhão (12 por cento), seguida por Faro (8,5 por cento), Lagoa (5,4 por cento) e Portimão (5,3 por cento). Por outro lado, a maior descida foi em Silves onde os preços desceram 0,9 por cento.
Dos municípios analisados, o mais exclusivo para comprar casa no Algarve encontra-se em Loulé custando o preço do metro quadrado 2214 euros, seguido por Lagos (2010 euros/m2) e Albufeira (1877 euros/m2). Apesar da subida de preços, o município mais económico está em Olhão, 1156 euros/m2, seguido por Vila Real de Santo António com 1430 euros/m2.
No resto do país o preço das casas em registou uma subida de 5,5 por cento durante o mesmo período, situando-se em 1690 euros/m2.
Regiões
Todas as regiões assistiram a um aumento de preços em relação ao terceiro trimestre de 2017. As regiões que apresentaram uma subida mais significativa foram Norte e Lisboa (7,4 e 5,4 por cento respetivamente), seguidas pela Região Autónoma da Madeira com um aumento de 5 por cento e Algarve com uma variação trimestral de 4,5 por cento. As regiões com as menores subidas foram o centro (0,4 por cento) e Alentejo (2,9 por cento).
Lisboa com 2351 euros/m2 continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve onde custa 1724 euros/m2 e Madeira (1352 euros/m2). Do lado oposto da tabela, encontra-se o centro (960 euros/m2), o Alentejo (1128 euros/m2) e o Norte (1241 euros/m2), como as regiões mais baratas.
Distritos
Face ao terceiro trimestre de 2017, todos os distritos analisados viram os preços subirem no quarto trimestre deste ano. Os maiores aumentos aconteceram no Porto (7,8 por cento), Braga (7,5 por cento), Guarda (5,9 por cento) e Lisboa (5,5 por cento). Os preços em Portalegre mantiveram-se estáveis neste trimestre e em Santarém (0,1 por cento) e Viana do Castelo (0,4 por cento) a subida foi pouco significativa.
O ranking dos distritos mais caros é liderado por Lisboa (2796 euros/m2), seguido por Faro (1724 euros/m2) e Madeira (Ilha) (1353 euros/m2). Os preços mais económicos podem encontrar-se na Guarda (684 euros/m2), Bragança (685 euros/m2) e Portalegre onde custa 687 euros/m2.
Capitais de Distrito
Durante o quarto trimestre de 2017, foram 14 as capitais de distrito que viram um aumento nos seus preços. Braga lidera a subida entre as grandes cidades com 8,6 por cento, seguida por Faro (8,5 por cento) e Porto com um aumento de 8,4 por cento. Por outro lado, a cidade de Portalegre assistiu a uma queda de preços de 1,9 por cento, seguida por Leiria e Santarém com uma descida de 0,7 por cento em ambos os casos.
Lisboa continua a ser a capital de distrito onde é mais caro comprar, custando 4079 euros/m2. Em seguida aparece o Porto (2256 euros/m2) e Funchal (1641 euros/m2). Em contrapartida, as capitais com os preços mais económicos são Bragança (660 euros/m2), Portalegre e Guarda (724 euros/m2 em ambos os casos).
O índice de preços imobiliários do idealista
O idealista é o marketplace imobiliário de Portugal para comprar, vender ou arrendar. Com uma amostra de milhares de imóveis à venda, o departamento de estudos do idealista analisa, de forma quantitativa e qualitativa, a evolução de compra e venda de habitação em Portugal. Com a publicação deste relatório, o idealista pretende dar uma maior clareza e transparência à informação imobiliária do mercado Português.
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista analisaram-se 60242 anúncios que se encontravam na base de dados do idealista no dia 28 de dezembro de 2017. Para assegurar a precisão dos dados, foram eliminados da amostra, os imóveis com preços desajustados no mercado e os imóveis com a tipologia «moradias isoladas», visto que a sua presença no estudo compromete o preço em algumas zonas. O índice imobiliário do idealista é elaborado com os preços de venda em relação aos metros quadrados construídos.