Com o objetivo de reforçar o diálogo entre forças progressistas e de esquerda, o Livre pediu reuniões com o PS, BE, PCP e PAN já a pensar nas autárquicas 2025.
O Livre anunciou hoje que pediu reuniões com as lideranças do Partido Socialista (PS), Bloco de Esquerda (BE), Partido Comunista Português (PCP) e Pessoas-Animais-Natureza (PAN) para analisar a situação política atual, na sequência das últimas eleições para o Parlamento Europeu, e pensar já nas autárquicas.
Para o Livre, é «imprescindível que o diálogo entre forças progressistas e de esquerda ocorra numa altura de grandes desafios para a democracia nacional e europeia» como os que se estão a enfrentar.
«Neste sentido, e para reforçar os canais para este diálogo, como defende desde 2014», o Livre adianta em comunicado que convidou na sexta-feira, dia 21 de junho, as lideranças do PS, BE, Partido CP e PAN a reunir para analisar a situação política atual «e pensar já o próximo ato eleitoral esperado, nomeadamente, as eleições autárquicas de 2025».
O Livre está convicto que, caso os partidos aceitem este desafio, sairão destas reuniões «pontos de convergência e perspetivas sobre os caminhos a tomar para apresentar alternativas progressistas e pela igualdade».
Segundo o partido liderado por Rui Tavares, estas alternativas devem ser centradas «num reforço da justiça social e ambiental e na melhoria das condições de vida das pessoas, que sejam oposição às políticas e retóricas divisivas que a extrema-direita tem normalizado com o aval da direita tradicional».
A seguir às últimas eleições legislativas, realizadas a 10 de março, o BE promoveu uma iniciativa semelhante, pedindo reuniões ao PS, PCP, Livre e PAN para analisar os resultados das eleições que «mudaram a face política do país» e debater convergências «na oposição ao governo da direita» e na construção de uma alternativa.
«Os partidos do campo democrático, os partidos ecologistas, os partidos da esquerda têm obrigação de manter abertas as portas do diálogo e de procurar convergências», defendeu a líder do BE, Mariana Mortágua, num vídeo que foi divulgado nas redes sociais do partido dois dias depois das eleições.
Foto: Livre.