Os balneários da Escola Dr. Joaquim Magalhães, em Faro, vão permanecer encerrados até segunda-feira, dia 18 de maio, depois da deteção de legionella num chuveiro.
Os balneários da Escola Dr. Joaquim Magalhães, em Faro, vão permanecer encerrados até segunda-feira para desinfeção, após análises de controlo terem detetado na semana passada a bactéria legionella num chuveiro, disse hoje fonte da direção escolar.
Em declarações à Lusa, um elemento da direção do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira disse que a bactéria foi detetada na semana passada num chuveiro de água quente, o que levou a escola «a encerrar de imediato todos os balneários», frisando que os equipamentos são «pouco usados» pelos alunos.
«Até agora, não temos conhecimento de qualquer infeção nos alunos, estando a escola a trabalhar em articulação com as entidades de saúde pública», adiantou.
Segundo a mesma fonte, assim que as autoridades deram conhecimento da presença da bactéria legionella no chuveiro, foi vedado o acesso aos balneários e «adotadas todas as medidas de segurança» para estes casos.
O responsável escolar adiantou que foi já contratada uma empresa que na sexta-feira vai proceder à desinfeção dos balneários, «esperando-se que na segunda-feira os balneários tenham condições para reabrirem».
Contactada pela Lusa, fonte da associação de pais da escola disse saber que as entidades de saúde estão a acompanhar o caso, mas lamentou que a informação não tenha sido comunicada mais rapidamente pela direção do estabelecimento.
A bactéria legionella propaga-se através da inalação de partículas de água contaminada – e não pela ingestão da água ou contacto entre pessoas -, podendo causar sintomas como febre, tosse ou dificuldades em respirar no caso de infeção em humanos.
A portaria n.º 25/2021, de 29 de janeiro, estabelece «a classificação do risco e as medidas mínimas a serem adotadas pelos responsáveis dos equipamentos, redes e sistemas (…) em função da avaliação do risco de contaminação e disseminação da bactéria da legionella que decorra dos resultados analíticos apurados, no âmbito do programa de monitorização e tratamento da água».
O diploma determina que os responsáveis pelos equipamentos ou redes afetadas assegurem «as medidas necessárias para garantir a qualidade da água nos pontos de utilização, minimizando o risco de exposição» à bactéria.
Estas medidas seguem «normas europeias e internacionais», entre as quais os Planos de Segurança da Água da Organização Mundial da Saúde (OMS), refere ainda a portaria.