Município de Faro, APS e Governo preparam a transferência da gestão do Porto Comercial para o município. Novo acesso à A22 também está em cima da mesa.
O presidente da Câmara Municipal de Faro, António Miguel Pina, reuniu esta terça-feira, dia 12 de maio, com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, e o presidente da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, Pedro do Ó Ramos.
O encontro serviu para preparar a transferência do porto comercial para a gestão do município, cujo despacho deverá ser publicado nos próximos dias, com prazo máximo para a mudança de gestão de 120 dias.
Para o presidente da Câmara Municipal de Faro, António Miguel Pina, «esta reunião de trabalho apadrinhada pelo ministro das Infraestruturas serviu acima de tudo para podermos começar a trabalhar no futuro deste espaço ainda antes da publicação do despacho para o efeito, que deverá acontecer muito em breve».
Noutra reunião do presidente da autarquia com o ministro das Infraestruturas, foi discutida a possibilidade de criação de um acesso condigno da cidade de Faro à A22 (Via do Infante), estando a ser ponderadas duas hipóteses: a variante prevista na concessão Rotas do Litoral ou a ampliação da Estrada Nacional 2 para mais duas faixas de circulação.
Nesse sentido, o Pinto Luz comprometeu-se a pedir à Infraestruturas de Portugal (IP) uma análise comparativa de custos e constrangimentos de forma a decidir a breve trecho que decisão será tomada de forma a que este projeto possa ser uma realidade.
Assumir a gestão do cais comercial é uma aspiração antiga do município, já que aquela é uma zona nobre de contacto e proximidade à Ria Formosa e está neste momento praticamente sem uso e degradado.
Aliás, em junho de 2017, o anterior autarca Rogério Bacalhau apresentou publicamente um projeto de conversão do para aquela infraestrutura que previa uma marina, um centro de atividades náuticas, investigação científica (ligada ao CCMAR), hotelaria e lazer, num investimento estimado entre 120 a 170 milhões de euros, entre dinheiros públicos e capitais de iniciativa privada, tal como o barlavento noticiou.

