Falcão Marques, empresário de companhias de seguros, também se destacou na ação cívica e política, tendo sido dirigente do PS.
A Câmara Municipal de Faro manifesta publicamente «o mais profundo pesar» pelo falecimento de João Manuel Falcão Marques, de 76 anos de idade.
Natural da Maia (Porto), onde nasceu a 1 de outubro de 1946, João Manuel Falcão Marques foi o segundo de cinco irmãos e residiu durante vários anos em Évora, cidade onde viria a casar e onde nasceram os seus dois filhos, Nuno e João.
Antes, tinha cumprido três anos de serviço militar na Guerra do Ultramar, na Guiné, como alferes miliciano, experiência marcante na sua vida e da qual regressou inteiramente convicto dos ideais de liberdade e soberania dos povos, causa à qual aderiu de forma profunda e desinteressada.
Já em Évora, começou por trabalhar na repartição de Finanças da cidade, tendo ingressado posteriormente como profissional de seguros na Mundial Confiança, atividade profissional na qual cresceu e a que dedicou praticamente toda a carreira.
A partir de 1981, chegou a Faro para dirigir a Portugal Previdente no Algarve, tendo participado de forma empenhada no processo de fusão desta com várias outras seguradoras que vieram a formar a Allianz Portugal.
Com a sua vida familiar estabelecida em Faro, Falcão Marques destacou-se como alto quadro desta empresa e diretor comercial, abrangendo na sua atividade as zonas de Portalegre, Seixal, Castelo Branco, Évora, Beja, Algarve e ilha da Madeira, até à sua reforma em 2003.
A partir desse ano, após a saída da companhia, estabeleceu-se como mediador de seguros em Faro, tendo ao longo do seu percurso formado inúmeros jovens para esta área de atividade e contando como clientes inúmeras pessoas e empresas da cidade e da região, além do próprio município de Faro.
Continuou a trabalhar como profissional de seguros até se afastar, definitivamente em 2019, sendo o filho João Marques o rosto da continuidade do projeto.
Paralelamente à sua vida profissional, desde muito se cedo se interessou pelas causas cívicas e combates do Partido Socialista (PS), em que militou até ao seu falecimento, tendo-se destacado como presidente da Federação do PS de Évora e da concelhia do PS Faro.
Foi também deputado na Assembleia Municipal de Faro durante três mandatos, desde 1998 a 2009, cargo «que sempre desempenhou em prol dos melhores interesses do concelho», afirma a autarquia.
Falcão Marques foi profundamente empenhado na sua participação cívica e social, tendo contribuído decisivamente para vários projetos que são ainda hoje importantes conquistas para o município, «tendo sido exemplar na dedicação e abnegação com que sempre assumiu os seus compromissos cívicos e políticos e no carinho que sempre manifestou pela nossa cidade», ainda de acordo com a autarquia.
À sua família, esposa, dois filhos e quatro netos, todos nascidos em Faro, «que encarava como a sua maior conquista e orgulho, o município de Faro endereça as mais sentidas condolências», lê-se na nota de pesar.
O velório será na Igreja dos Capuchos, em Faro, no sábado, dia 18 de fevereiro, pelas 09h30, sendo que o funeral sairá pelas 12h00, para o Cemitério dos Remédios, em Évora.
A equipa da redação do barlavento também endereça os sinceros pêsames à família e amigos de João Manuel Falcão Marques.