Cerca de 30 montras de lojas, espaços inusitados e imóveis devolutos transformam a aldeia numa galeria de arte entre 1 e 29 de agosto.
Segundo a organização, cerca de 30 montras de espaços comerciais, locais inusitados e imóveis devolutos de São Luís vão receber trabalhos de 45 artistas de 11 nacionalidades na nona edição do Festival Montras, que decorre entre 1 e 29 de agosto.
Durante quase um mês, a iniciativa transforma a aldeia do concelho de Odemira numa galeria de arte distribuída pelas ruas, lojas, coletividades e outros espaços da comunidade.
Além das exposições, o programa inclui concertos, cinema, poesia, dança, teatro, circo, fotografia, artesanato, oficinas, instalações e uma mostra de produtos locais.
Organizado por voluntários e financiado através de contribuições da comunidade, o festival envolve este ano mais de 30 voluntários, cerca de duas dezenas de organizações parceiras e mais de 30 atividades concentradas nos dois primeiros dias.
O Festival Montras nasceu em 2015 como uma iniciativa comunitária, independente e sem fins lucrativos. O objetivo passa por abrir espaços da aldeia a artistas locais ou com ligações a São Luís e aproximar residentes, criadores e visitantes.
Dois dias de programação pela aldeia
A edição de 2026 arranca no sábado, dia 1 de agosto, com uma cerimónia marcada para as 17h30, na Rua do Comércio, junto à paragem de autocarros.
O Palco do Mercado recebe, a partir das 18h30, o concerto de Aqua que Mira, projeto que propõe uma viagem sonora pelo mundo lusófono, entre música, poesia e histórias de resistência, memória e identidade.
As Adufeiras em Flor atuam às 19h40, seguindo-se, às 20h45, um leilão destinado a angariar fundos para a próxima edição do festival. Kabir Gana sobe ao palco às 21h30 e o quarteto Mistura encerra a programação daquele espaço, entre as 22h45 e as 23h45.
A música distribui-se também pela Padaria da Aldeia, com Entre dois mundos, de Haneen Sabbah, Alquimia Sonora e Stefano Zecca. O Espaço da Igreja recebe uma criação artística interativa de Jaap Simonis e atuações dos DJs Richard Zhanig, Swaby Sound e Rádio Lameiros.
No Cultivamos Cultura haverá um ateliê aberto com Anna Daley, Mariana Sobral e Clarissa Ribeiro, um grupo aberto de tricot e a instalação Resgate Sonoro, de Francisco Preto.
A programação de sábado inclui ainda pintura ao vivo por André Trafic, circo, karaoke e música pela madrugada. A Montra Sonora começa à meia-noite, junto à sede da Liga dos Amigos, enquanto o ArTerra recebe um DJ set de Toy Story até às 03h00.
No domingo, dia 2, o Mercado de São Luís recebe, entre as 16h00 e as 19h00, uma oficina de tingimento com técnicas de shibori, tie-dye e índigo, orientada por Sara Florindo, e o projeto Mira um Rio Vivo — Estórias de um Lugar.
Entre as 17h00 e as 19h00 decorre também a oficina Bordar a dimensão feminina da sua profissão, com Marta Skuza e Dorota Podlaska, junto à fonte em frente ao mercado.
O Palco do Mercado apresenta o espetáculo de clown Apátrida, do Circo VagaMundo, às 17h30, e uma sessão de improvisação musical entre as 20h30 e as 22h30.
Na esquina da Casa do Povo, o grupo de guitarras campaniças de São Luís atua às 18h00. O Espaço da Igreja recebe os DJs Samad e Mariana Raposo, antes de uma tertúlia de fados marcada para as 22h30.
A programação do Cultivamos Cultura inclui uma oficina de dança com Karma She, desenho com Mariana Sobral, a performance O que posso dizer sem palavras?, de Nadja Uiland, e a peça Dissociation Garden, do Collective Unconscious.
A obra cruza animação, gráficos em tempo real, som e instalação para abordar a dissociação como resposta à sobrecarga tecnológica, à precariedade e ao excesso de estímulos da vida contemporânea.
Karma She apresenta ainda um DJ set no ArTerra, entre as 20h30 e as 22h00.
O documentário Mulheres, Terra, Revolução, dedicado às mulheres rurais que participaram em processos de mudança social e política, é exibido às 21h00, na Beterraba.
Exposições permanecem até 29 de agosto
Além da programação do fim de semana de abertura, as exposições permanecem distribuídas pela aldeia até 29 de agosto.
O Cultivamos Cultura apresenta Living Mediums, uma mostra coletiva com artistas nacionais e internacionais cujas práticas exploram os materiais, a memória, os ecossistemas, o cuidado e a regeneração.
A exposição destaca o potencial artístico dos resíduos e da reutilização e convida o público a imaginar formas mais circulares de relação entre as pessoas, os materiais e o mundo vivo.
A Sociedade Recreativa e Musical Sanluizense acolhe uma exposição de tapetes de Arraiolos, assim como trabalhos de Carolina Carapeto e Tomás Gregório.
O Mercado recebe projetos comunitários do Centro Escolar de São Luís e uma exposição de fotografias de Sylvia Babke.
O restaurante ArTerra apresenta trabalhos do Tika Collective, de Salomé Aroeira e Maria Brito e Abreu, enquanto a rua em frente acolhe uma instalação de The Quasiz, projeto de Liron e Schutz.
A Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da Casa do Povo apresenta Criar +65, projeto que convida pessoas com mais de 65 anos a explorar a criatividade através da arte. A exposição reúne pinturas, uma obra coletiva e retratos fotográficos dos participantes.
O Festival Montras termina no dia 29 de agosto com a Adiafa, que inclui música ao vivo e partilha de comida.
- Ar Terra
- Atneu 14
- Bar da Praça
- Beterraba Bioshop
- Co.Re
- Cultivamos Cultura
- Ferrador
- Fundação Cerro
- Garagem Camacho
- Igreja Paroquial
- Junta de freguesia de São Luís
- Loja Verde
- Município de Odemira
- Padaria Confiança
- Pizza Domingo
- Sociedade Recreativa e Musical San Luizence
- Tem Avondo
- Transição São Luís