“Todos os dias somos confrontados com imagens terríveis de sofrimento de milhares de refugiados que procuram entrar no continente europeu, fugindo à guerra, à miséria e à opressão existente em inúmeros países próximos do Mediterrâneo. Apesar da política praticada pela Comissão Europeia e outras instâncias da U.E. ser responsável por muita da destruição ocorrida no Médio Oriente, a resposta das instituições europeias continua a ser marcada pela hipocrisia, pelo egoísmo, pela desumanidade. Apenas nos primeiros meses de 2015 já morreram no Mediterrâneo mais de 1.800 pessoas a tentar entrar em território europeu. O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados tem apelado a que a U.E se disponibilize a instalar nos vários Estados-membros cerca de 40.000 refugiados provenientes da Síria e Eritreia, um número muito pequeno face aos mais de 600.000 pedidos de asilo. O Governo português, apesar da história do nosso país estar muito ligada à emigração (só no último ano foram mais de 130.000 os portugueses forçados a procurar uma vida melhor no estrangeiro), apenas acolheu 40 pedidos de asilo em 2014, rejeitando mais de cem outros pedidos. Outro pequeno país, a Grécia, com as dificuldades conhecidas, concedeu o estatuto de refugiado a quase duas mil pessoas. Dada a gravidade dos atentados em curso aos direitos humanos, a Assembleia Municipal de Lagos, reunida em Sessão Ordinária no dia 29 de junho de 2015, aprova o seguinte: 1 – Solidarizar-se com os milhares de refugiados oriundos de países devastados pela guerra e opressão. 2 – Apoiar a ação humanitária da agência da ONU para os refugiados e apelar ao Município de Lagos que se disponha a acolher pedidos de asilo, exprimindo assim o espírito generoso e solidário da população que representa.”