Trabalhadores de empresa municipal de VRSA e saúde em Alcoutim preocupam BE

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O deputado algarvio João Vasconcelos, do Bloco de Esquerda (BE), e elementos da Comissão Coordenadora Concelhia de Vila Real de Santo António (VRSA) do partido reuniram-se na segunda-feira, dia 18 de fevereiro, com a presidente da autarquia e a Administração da Sociedade de Gestão Urbana (SGU) de VRSA, para tomarem conhecimento da saúde financeira da empresa detida integralmente pelo município, bem como assegurar as garantias dos trabalhadores em caso de extinção.

Segundo a autarca de VRSA, Maria da Conceição Cabrita, «a dívida da SGU é incomportável e o processo de internalização dos serviços da empresa e dos 101 trabalhadores na Câmara Municipal é para avançar ainda este ano, estando dependente do Fundo de Apoio Municipal (FAM)».

Para o BE «é fundamental que seja garantida a estabilidade laboral de todos os trabalhadores, mantendo integralmente os direitos adquiridos e de acordo com a legislação vigente». O parlamentar algarvio lembrou que «no âmbito do Orçamento de Estado de 2019 foi aprovada uma norma, proposta pelo BE, que garante a manutenção dos direitos de antiguidade e posições remuneratórias a todos os trabalhadores provenientes de empresas municipais extintas e integradas nos municípios».

Durante a tarde do mesmo dia, a delegação do BE reuniu com a direção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Sotavento, nomeadamente com a diretora executiva Luísa Prates e a vogal do Conselho Clínico Manuela Gonçalves, responsáveis pela coordenação do Centro de Saúde de VRSA, com o propósito de ordenar o mapa dos cuidados de saúde prestados no concelho.

«O BE tomou conhecimento que a cobertura de médicos de família está atualmente assegurada por médicos aposentados, pelo que exige a abertura de vagas para a fixação de médicos de família em permanência de forma a garantir um clínico a todos os utentes deste ACES», reivindicou João Vasconcelos.

Os bloquistas descobriram ainda que «atualmente um dos problemas mais complicados deste agrupamento reside no concelho de Alcoutim», com «a falta de médico em permanência», sendo os cuidados prestados por «duas médicas a tempo parcial».