PSD quer «programa robusto» para travar desemprego no Algarve

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Deputados do Partido Social Democrata (PSD) eleitos pelo Algarve exortam o governo a apresentar com urgência «um programa robusto» para travar a explosão de desemprego na região.

Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos consideram que «não se pode perder mais tempo», quando acabam de ser conhecidos os números de desempregados em abril, no Algarve, que registaram um crescimento de +123,9 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, o que configura «um impacto brutal no tecido económico e social da região».

Os deputados assinalam que «é preciso que a economia reabra com segurança, esse é o maior antídoto para impedir a tragédia das falências e do desemprego, e mesmo assim numa primeira fase não haverá procura».

«Temos de prevenir o dominó de falências», alertam, lembrando que já em março se tinha registado um aumento de 41 por cento e que a explosão do número de inscritos é mais de cinco vezes superior do que em qualquer outra região do país.

Os parlamentares querem um programa específico para o Algarve, porque «as fronteiras estão fechadas, há muita desconfiança no consumo e incerteza no futuro e a base económica da região vai demorar mais tempo a recuperar. É isso que estamos a exigir ao governo. Já demos, e vamos continuar a dar, o nosso contributo com as medidas que publicamente apresentamos, as quais vão desde fundos comunitários, a regras de entrada em aeroportos, passando pelo alargamento do prazo do layoff até mecanismos reforçados de capitalização», referem.

O PSD está muito preocupado com o facto de o governo ter assumido que o layoff termina em 30 de junho.

Para o PSD, «esta é a medida mais poderosa no sentido de preservar o emprego e deve ser renovada nos sectores que tenham uma recuperação mais lenta e difícil».

Os deputados anunciam que vão chamar os membros do governo para tomarem medidas concretas para proteger as famílias e as empresas algarvias.