PSD Portimão estranha «silêncio ensurdecedor» perante a «falência da maternidade»

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Sindicato Independente dos Médicos (SIM) denunciou o encerramento até hoje da maternidade do Hospital de Portimão por falta de médicos pediatras.

A Comissão Política do Partido Social Democrata (PSD) da concelhia de Portimão, «manifesta a mais profunda preocupação por, de forma recorrente nos últimos meses, nova falha apresentada no serviço do hospitalar do CHUA, em particular no Hospital de Portimão».

Em nota enviada à imprensa, esta força na oposição lamenta que «mais uma vez o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portimão, com repercussão em todo o Barlavento e influência em todo o Algarve, são notícia por razões que não são as melhores e que agravam a preocupação de todos os portimonenses».

Assim, «demonstra o PSD/Portimão a sua preocupação por, às portas da altura do ano em que toda a região duplica – e até chega a triplicar – a sua ocupação já haverem sinais de ruturas em áreas essenciais da prestação de cuidados hospitalares no CHUA, afetando não só residentes como os turistas que, e bem, desde já nesta semana optaram por passar férias ou umas miniférias nesta região e em particular no Barlavento».

Lamenta ainda o PSD Portimão «que o Serviço Nacional de Saúde que a senhora Ministra da Saúde fala e descreve publicamente não exista. Que, esse hipotético SNS que só a senhora Ministra da Saúde conhece, apenas se afirme como algo que é e se quer para todos e tendencialmente gratuito porque, com novo exemplo real vindo de Portimão, esse SNS não existe».

Este facto «demonstra que, de forma reiterada, voltam os algarvios e os barlaventinos a serem tratados sem equidade pelo Governo».

Desta forma, «coloca à reflexão o PSD Portimão que, nesta ampla área geográfica, ficar sem resposta pediátrica e para as mulheres em trabalho de parto durante quatro dias no Hospital do Barlavento algarvio é alarmante e que, para se ter acesso a uma urgência, na área da Mulher e da Criança até terça-feira só existam duas soluções»

«Ir à já saturada Urgência do Hospital de Faro, que no caso de um algarvio residente em Odeceixe significa 1h30 a 2h00 de viagem e fazer 250 quilómetros ida e volta, pagando do seu bolso o táxi ou a ambulância ou o combustível, em vez de 45 a 50 minutos e 120 quilómetros ida e volta à Urgência do Hospital de Portimão. Ou Ir, mais uma vez, a uma das unidades hospitalares do grupo Hospitais Particulares do Algarve, em Lagos ou em Portimão, pagando o que tem direito constitucionalmente!»

Ainda em nota de imprensa, «estranha o PSD Portimão o silêncio ensurdecedor, reiterado ao longo dos últimos 4 anos, dos agentes políticos locais».

Outrora, «desde a Senhora Presidente de Câmara (Isilda Gomes) a deputados afetos às siglas que sustentam o governo de António Costa, todos eram extremamente ativos a falar e defender a Saúde local e regional, apresentando ainda providências cautelares e inclusive promovendo manifestações à porta do Hospital em questão».

«Agora, à data de hoje, onde está a voz dos socialistas portimonenses e algarvios?».

Recorda o PSD «que o silêncio perante o poder político governamental apenas representa que hoje se esquecem dos seus deveres perante os portimonenses e da luta por um SNS que funcione ao serviço das pessoas, com qualidade, acessibilidade e gratuitamente».

Informa o PSD Portimão «que irá apresentar em local próprio o pedido para audiência local dos intervenientes com responsabilidade nesta nova falha na saúde portimonense e algarvia».

Por fim, manifesta o PSD Portimão «toda a sua solidariedade e compreensão para com os profissionais de saúde que, diariamente e com estes constrangimentos públicos, não deixam de trabalhar de forma abnegada».

Sobre a classe política, refere o presidente do PSD Portimão que «não é hora de perderem a voz que outrora tanto tinham. É hora de determinados dirigentes políticos serem coerentes e unirem esforços, juntos de todos os portimonenses em detrimento de siglas partidárias, a defender a Saúde em Portimão, no Barlavento e no Algarve», assinala Carlos Gouveia Martins.