PSD Portimão contra «Super-celeridade» do PIP da Quinta da Rocha

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Em causa está o Pedido de Informação Prévia (PIP) referente à reconstrução de construções existentes e reconversão em empreendimento turístico na Quinta da Rocha (Ria de Alvor).

Após reunião ordinária da Câmara Municipal de Portimão, realizada ontem, dia 17 de junho, na sequência da proposta de deliberação nº 363/20, sobre um Pedido de Informação Prévia (PIP) referente à reconstrução de construções existentes e reconversão em empreendimento turístico na Quinta da Rocha (Ria de Alvor), o PSD de Portimão «considera que a única viabilidade de voto face ao exposto é um evidente chumbo responsável e consciente em virtude da zona ambiental extraordinária em questão e da ausência de força legal e estratégica do município».

Em declaração de voto, o vereador eleito pelo PSD, Manuel Henrique Valente, enumera um conjunto de motivações para o sentido de voto do PSD de Portimão.

Para Carlos Gouveia Martins, presidente da Comissão Política do PSD de Portimão, é «imperioso ter a noção da importância de Portimão atrair promotores e investimento privado de qualidade».

«Sabemos quais os benefícios financeiros e económicos que esta dinâmica traz a um concelho como o nosso. Porém, não se pode colocar a carroça à frente dos bois, e neste caso é imperioso que numa área tão sensível em termos ambientais como a Ria de Alvor, o PIP não seja aprovado sem esta questão legal sobre a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) seja previamente dirimida em Tribunal».

Carlos Gouveia Martins sublinha que «a ausência de uma estratégia ambiental em Portimão começa a ser cada vez mais evidente. Podemos evidenciar isso mesmo na Praia da Rocha, em João D’Arens e agora na Quinta da Rocha. Só não irá ver quem sofrer de cegueira partidária ou faciosismo ideológico porque em pleno junho de 2020 ninguém sabe o que pensa este executivo socialista sobre como parar com o aumento de betão ou, pelo menos, como ter betão em sintonia com as valências ambientais extraordinárias que ainda temos em Portimão e devem ser preservadas».