PSD Faro condena PS por «atitude destrutiva» na Assembleia Municipal

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A Comissão Política do PSD de Faro, «em face dos acontecimentos das últimas horas», emitiu um comunicado aos farenses.

Isto porque a Assembleia Municipal aprovou, já na madrugada desta terça-feira, 3 de dezembro, o orçamento do município para o ano de 2020, no valor de 46,3 milhões de euros, com votos a favor das bancadas do PSD, CDS-PP, MPT, PPM, PAN e, ainda, dos presidentes da União de Freguesias de Faro, União de Freguesias de Conceição e Estoi, Junta de Freguesia de Montenegro.

O presidente da Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe (CDU) não compareceu.

«Mas a nota de destaque foi a protagonizada pelos partidos da esquerda, PS, BE e PCP que optaram pelo voto contra», diz o PSD.

O voto contra um orçamento municipal é «um exercício com o maior significado político, devendo por isso ser bem fundamentado para que não subsistam dúvidas quanto à necessidade de atitude tão drástica e potencialmente lesiva dos interesses dos munícipes», considera o PSD Faro, em comunicado.

No caso do PCP e BE, «os seus membros serviram-nos a habitual cartilha ideológica, numa estratégia igual para quase todo o país e indutora de intervenções que no essencial traduzem pouca adesão à realidade local».

Quanto ao grupo da Assembleia Municipal do Partido Socialista, «o que nos trouxe foi mais uma exibição de demagogia, farta em decibéis mas parca em conteúdo e resultado».

No essencial, «estes membros quiseram condenar gratuitamente um orçamento que se apresenta decisivo para os farenses, que aposta na dinamização do espaço público, na humanização da cidade, no grande reforço do investimento nas freguesias, nos espaços verdes, na saúde e na educação, com a assunção de competências atabalhoadamente transferidas pelo governo e, ainda, com a tónica no bem-estar das famílias, com incentivos especiais a quem deles mais precisa», lê-se.

Assim, «em face deste reiterado comportamento destrutivo, o PSD de Faro denuncia o que parece ser um verdadeiro frete à actual comissão concelhia socialista que se vem esforçando para mostrar serviço de última hora para o acto eleitoral interno que se avizinha».

«O problema é que, ao fazê-lo, este grupo de cerca de 10 membros, parece não ter problemas em hipotecar o superior interesse de 64500 farenses».

Por conseguinte, o PSD «vem hoje saudar o executivo municipal pela aprovação deste documento fundamental para a gestão autárquica e, ao mesmo tempo, condenar a atitude destrutiva do grupo do PS da Assembleia Municipal, denunciando novamente a tenebrosa táctica de fazer os farenses reféns da agenda política de uns poucos dirigentes partidários».