PSD Faro acusa Luís Graça de inviabilizar «um dos últimos vestígios da nefasta gestão socialista»

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A Comissão Política de Secção do PSD de Faro quer saber «de que lado está o presidente da Assembleia Municipal». Em comunicado de imprensa enviado ao final da tarde de terça-feira, 22 de janeiro, aquela força acusa Luís Graça de seguir «na sua linha política bota-abaixista. Ontem, dia 21, com o seu veto dourado, inviabilizou uma medida que seria fundamental para resolver o buraco financeiro do Mercado Municipal, um dos últimos vestígios da nefasta gestão socialista – na qual o atual presidente da Assembleia Municipal até deteve responsabilidades políticas».

Explica o PSD que «a proposta de entrega à Ambifaro da exploração do estacionamento tarifado do concelho, apresentada em sessão extraordinária da assembleia, foi bem justificada pelo executivo e estava claramente suportada por estudo técnico independente, tendo sido inclusivamente aprovada previamente pelos vereadores socialistas».

Aliás, «todos perceberam que esta seria a única forma de a empresa que gere o Mercado poder, afinal, deixar para trás o gigantesco buraco financeiro que o PS nos legou. E com isto, levar por diante o caminho de recuperação financeira já encetado. O município injetou já 1,3 milhões de euros na Ambifaro. Obtiveram-se, em 2018, resultados positivos pela primeira vez desde a construção do Mercado. E reduziu-se a dívida financeira, contraída com a construção do Mercado, de 11 para 9,5 milhões».

No entanto, «ontem, a indecisão perdurou até ao final. Primeiro, aprovou-se a alteração de estatutos que permitiria à Ambifaro E.M. acomodar esta incumbência. Mas na hora da verdade, o presidente da Assembleia Municipal (efetivo) decidiu inviabilizar com o seu voto de qualidade, a entrega desta gestão».

Assim, diz o PSD Faro, «o presidente da Assembleia faz política, enviando para casa dos farenses prospetos propagandísticos que reivindicam para si muito do que o executivo camarário tem realizado, nesta obra de reencontro do município com a estabilidade e o progresso. De futuro, talvez devesse também anunciar aos farenses o quão prejudicial se tem revelado este magistério (para o qual não se candidatou) para o interesse e integridade da capitalidade do concelho».

O comunicado lembra ainda que «só em 2018, o presidente da Assembleia Municipal (o efetivo e quem o substitui nas suas ausências), ou quem na ocasião o substituiu, inviabilizou: em junho, a concessão das piscinas municipais e a sua operacionalidade plena; em novembro vetou o pacote fiscal municipal, colocando em causa receitas de dois milhões de euros. Isto sem mencionar o episódio lamentável em que caucionou a transferência para um concelho vizinho do comando da GNR, aceitando participar nesse esbulho público, sorrindo na primeira fila e fazendo frete às cúpulas do governo».

«Aqui chegados, é caso para perguntar: de que lado está o presidente da Assembleia Municipal? Do lado de Faro e dos farenses, que não o tendo elegido são por ele representados, ou do lado das agendas partidárias dos seus camaradas de Lisboa e Loulé, por conveniência própria?», termina o comunicado da Comissão Política de Secção do PSD de Faro.