PSD: auditoria à Ambifaro expressa «erros administrativos involuntários»

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Partido Social Democrata (PSD) de Faro considera que as explicações fornecidas pelo presidente do executivo, Rogério Bacalhau, sobre a auditoria externa à Ambifaro foram «perfeitamente esclarecedoras, deixando claro que afinal a montanha pariu um rato».

Os partidos da esquerda com assento na Assembleia Municipal tentaram, sem êxito, descredibilizar o Executivo Municipal, durante a discussão de um relatório de auditoria à atividade da empresa municipal Ambifaro entre os anos de 2015 e 2017, na sessão realizada no passado dia 25 de setembro.

Em comunicado enviado às redações,a Comissão Política do PSD de Faro considera que «as conclusões (inconclusivas, afinal) do relatório da auditoria não espelham nenhuma irregularidade grave. Espelham sim a ocorrência de alguns erros administrativos involuntários, próprios de quem tudo quis fazer para salvar a empresa municipal e o Mercado do garrote financeiro herdado dos maus resultados alcançados entre os anos de 2006 e 2010 e dos financiamentos de curto prazo assumidos para a construção do Mercado».

O PSD «não pode deixar de notar que, entretanto, a gestão municipal já implementou os procedimentos atinentes a sanar os erros detetados e só lamenta que o mesmo não tenha sido feito durante os mandatos do Partido Socialista (PS), em que se verificaram irregularidades muito mais graves em todas as empresas municipais e na própria Câmara Municipal, cujas atas das reuniões estavam mais de dez anos atrasadas».

Por outro lado, o PSD «sente-se também confortado com os resultados financeiros expressados na auditoria. Na verdade, entre 2014 e 2017 foram registados resultados líquidos negativos de 2,71 milhões, imediatamente saldados, ao contrário dos 4,4 milhões negativos alcançados no período 2006/2009, de gestão PS, o mais negativo da história do Mercado e da Ambifaro, e que transitaram integralmente para a gestão seguinte».

O partido lembra «que o período abordado pela auditoria foi aquele em que se amortizou o empréstimo de curto prazo em mais de um milhão de euros. E para além disto, foi também o espaço de tempo em que se realizaram mais investimentos reprodutivos. Foi nesta altura que se adquiriram ferramentas básicas mas muito dispendiosas como um sistema de incêndios, a climatização, a reformulação da instalação elétrica e a substituição de toda a iluminação, entre outros».

«Este foi também o período de maior dinâmica de sempre da empresa municipal, com a assunção e crescimento de eventos que muito impulsionaram a cidade e a economia local, como o Alameda Beer Fest, o Baixa Street Fest, ou ainda o Festival F – que constitui já uma das mais importantes marcas comerciais portuguesas – e que contaram com um investimento importante da Ambifaro».

Em resumo, o PSD «sente-se perfeitamente tranquilo com os resultados alcançados e minimiza o impacto dos erros burocráticos apontados na auditoria, na medida em que estão sanados e que dos mesmos não resultou qualquer prejuízo para os interesses do município e do Estado».

Em todo o caso, a Comissão Política do PSD de Faro «saúda a realização deste tipo de auditoria, que constitui uma ferramenta útil para o apuramento da verdade».

No entanto, «lamenta-se que em nenhum momento do processo de realização da auditoria, tenha sido dada aos visados a oportunidade de se fazerem escutar, desejando que para o futuro tal procedimento seja observado, em respeito por um princípio básico de um estado de direito democrático que é o direito ao contraditório».